Marconi Perillo recebeu R$ 14,5 milhões do Banco Master entre 2022 e 2025, apontam documentos da Receita
O ex-governador de Goiás e pré-candidato ao Palácio das Esmeraldas em 2026, Marconi Perillo (PSDB), teve sua empresa MV Projetos e Consultoria beneficiada com repasses de R$ 14,5 milhões do Banco Master, segundo documentos enviados pela Receita Federal à CPI do Crime Organizado.
Repasses milionários via consultoria
Os pagamentos ocorreram entre 2022 e julho de 2025 e foram feitos diretamente à empresa ligada ao político. Perillo confirmou o recebimento dos valores e afirmou que se trata de prestação de serviços lícitos de consultoria, com análise de cenário político e econômico para o banco.
Defesa de Marconi Perillo
Em nota, o ex-governador informou que o contrato tinha como objetivo complementar sua renda após deixar o governo. Ele destacou que declarou todos os valores ao Imposto de Renda e que encerrou o vínculo com o Banco Master em julho de 2025. Segundo sua assessoria, o trabalho seguia o mesmo modelo que ele já prestava para outras empresas do setor privado, como a CSN.
Contexto do Banco Master
O Banco Master, controlado pelo empresário Daniel Vorcaro, está no centro de uma grande investigação. A instituição foi liquidada pelo Banco Central em 2025 e é alvo da CPI do Crime Organizado por suspeitas de fraudes, lavagem de dinheiro e irregularidades financeiras. Documentos da Receita Federal enviados à comissão revelam que diversas figuras públicas e empresas ligadas a políticos também receberam recursos do banco no mesmo período.
Impacto político em Goiás
A revelação ganha peso porque Marconi Perillo é um dos principais nomes da oposição em Goiás e já aparece como forte pré-candidato ao governo do estado nas eleições de 2026. O caso pode gerar desgaste político, especialmente em um ano eleitoral, embora o tucano reforce que não há irregularidade nos contratos.
O que diz a CPI do Crime Organizado
Os dados fazem parte de uma investigação mais ampla sobre movimentações financeiras do Banco Master. Além de Perillo, a lista de beneficiados inclui outros nomes conhecidos da política nacional. Até o momento, não há acusação formal contra o ex-governador.
Fonte: Documentos da Receita Federal enviados à CPI do Crime Organizado, Folha de S.Paulo, Jornal Opção e O Popular (abril de 2026).