O preço médio do aluguel residencial no Brasil continuou em alta em março de 2026, registrando variação de 0,84%, segundo o Índice FipeZAP de Locação. Apesar de uma leve desaceleração em relação a fevereiro, o indicador segue pressionando o bolso dos inquilinos e superando a inflação oficial.
Acumulado do ano reforça pressão sobre o custo de moradia
No primeiro trimestre de 2026, o Índice FipeZAP acumula alta de 2,45%, superando o IPCA (inflação oficial) e o IGP-M no mesmo período. Nos últimos 12 meses, a valorização chega a 8,63%, mais que o dobro da inflação oficial medida pelo IPCA.
Desaceleração leve, mas ainda acima da inflação mensal
Em março, o avanço de 0,84% ficou próximo da variação do IPCA (0,88%) e acima da alta nos preços de venda de imóveis (0,48%). O resultado mostra que o mercado de locação residencial continua aquecido, mesmo com sinais de arrefecimento em algumas cidades.
Por que o aluguel sobe mais que a inflação?
Especialistas apontam que a combinação de alta demanda por locação, juros elevados (que encarecem o financiamento imobiliário) e oferta ainda limitada de imóveis tem sustentado a valorização dos aluguéis acima da inflação. Isso torna o aluguel uma alternativa cada vez mais cara para quem não consegue comprar o próprio imóvel.
O que esperar para os próximos meses?
Com o mercado de locação ainda pressionado, analistas da FipeZAP indicam que a tendência de alta deve continuar em 2026, embora em ritmo mais moderado. Inquilinos devem se preparar para reajustes acima da inflação nos próximos contratos.
Fonte: Índice FipeZAP de Locação – Abril de 2026



