Super El Niño em 2026: Alerta de bilhões em perdas para o agronegócio de Goiás e do país

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Um fantasma climático começa a rondar o Brasil e, com ele, a ameaça de um prejuízo bilionário para o agronegócio. O Super El Niño, previsto para 2026, já acendeu o alerta no Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais). A previsão é de que o país possa enfrentar secas históricas em algumas regiões e enchentes devastadoras em outras. Para o produtor rural, a notícia é um sinal de que os próximos anos podem vir com grandes desafios e perdas significativas.

Entenda o Super El Niño

Mas o que significa um "Super El Niño"? É uma versão mais intensa do fenômeno El Niño, caracterizada por um aquecimento ainda maior e mais duradouro das águas do Oceano Pacífico. Essa alteração na temperatura global tem o poder de desorganizar completamente os padrões de chuva e temperatura em várias partes do planeta, inclusive no Brasil.

Para 2026, o Cemaden detalha um quadro preocupante. A região Norte, por exemplo, pode sofrer com secas prolongadas, que impactam diretamente a produção agrícola e a navegação. Já o Sul do país deve se preparar para um volume de chuvas acima do normal, o que pode levar a inundações, perda de lavouras e problemas sérios de infraestrutura.

Prejuízos que chegam ao bolso do consumidor

O custo de tudo isso pode chegar a bilhões de reais em perdas para o setor agropecuário. E não estamos falando apenas do bolso do produtor. Essa instabilidade climática afeta a oferta de alimentos, o que pode fazer com que os preços nos supermercados subam, pesando no orçamento de todo mundo, inclusive nas famílias de Goiânia e das cidades do interior goiano.

Mesmo que as previsões mais extremas de seca e enchente sejam focadas em outras regiões, a agropecuária do Centro-Oeste brasileiro, incluindo Goiás, não está imune. A região, que tem uma fatia gigantesca da produção de grãos como soja e milho, além da pecuária, depende de um regime de chuvas regular e bem distribuído. Um El Niño mais forte pode trazer irregularidades como chuvas na hora errada, veranicos inesperados ou períodos de estiagem que afetam diretamente o plantio, a colheita e a criação de gado.

Com o alerta em mãos, a palavra de ordem é preparação. Produtores rurais, órgãos governamentais e pesquisadores já começam a discutir estratégias para amenizar os impactos. Isso vai desde aprimorar sistemas de irrigação, diversificar culturas mais resistentes, até investir em seguros agrícolas e em tecnologias de monitoramento climático mais precisas.

O Super El Niño de 2026 é um lembrete forte de que o clima tem um papel central na economia e na vida das pessoas. O desafio agora é planejar e se preparar para os impactos que podem vir. A capacidade de adaptação do agronegócio, principalmente aqui no Centro-Oeste, será decisiva para atravessar essa fase turbulenta com o menor estrago possível.

Fonte: https://agron.com.br