Polícia Federal mira senador Jacques Wagner e desmantela esquema de apostas ilegais de R$ 50 bilhões

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Duas grandes operações federais agitaram o cenário político e econômico brasileiro nesta quinta-feira (18), com um líder do governo no Senado sendo alvo de investigação e um vasto esquema de apostas ilegais vindo à tona.

A Polícia Federal deflagrou a nona fase da Operação Compliance Zero, que tem entre seus alvos o senador Jacques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado. Paralelamente, outra ação, batizada de Conto da Sorte, desmantelou uma rede de empresas de apostas esportivas ilegais que movimentou cerca de R$ 50 bilhões, apreendendo bens no valor de R$ 145 milhões.

Senador Jacques Wagner alvo de operação

A investigação que mira o senador Jacques Wagner motivou manifestações de apoio de figuras proeminentes. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), saiu em defesa do colega. Alcolumbre ressaltou a importância do devido processo legal e expressou solidariedade a Wagner.

Em sua declaração, Alcolumbre afirmou ter convicção de que as verdades do senador virão à tona durante o processo, e que o julgamento final é o momento de definir culpa ou inocência. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, também comentou o assunto, destacando sua boa relação institucional e profissional com o líder do governo, expressando confiança e a certeza de que Wagner terá espaço para sua defesa.

Megaesquema de apostas ilegais desmantelado

No mesmo dia, a Operação Conto da Sorte, da Polícia Federal, cumpriu 14 mandados de busca e apreensão nos estados de Pernambuco, Ceará e São Paulo. O alvo foram mais de 30 empresas que atuavam ilegalmente no ramo das apostas esportivas, as chamadas bets. O esquema movimentou um montante estimado em R$ 50 bilhões. Durante a ação, foram apreendidos bens que totalizam R$ 145 milhões, com o objetivo de restituição aos cofres públicos.

Entenda como funcionava a fraude das bets

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, explicou que as empresas envolvidas na Conto da Sorte buscavam autorização de funcionamento em municípios, o que não é permitido. A competência para regular jogos e apostas é federal, e não municipal. Durigan citou o caso de Bodó, uma pequena cidade no interior do Rio Grande do Norte, que chegou a conceder uma autorização para o grupo de empresas, mas que foi posteriormente cassada após pedido do governo ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Mesmo após a decisão do STF reiterando a falta de competência municipal, as empresas continuaram operando. As investigações indicam uma movimentação financeira incompatível com os rendimentos declarados, apontando para crimes de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.

Impacto para a população

A investigação de um senador de alta patente como Jacques Wagner reforça a importância da transparência e da responsabilização de figuras públicas, um pilar fundamental da democracia. As falas de Alcolumbre e Durigan, ao defenderem o direito à ampla defesa, sublinham a necessidade de que os processos investigativos sigam seu curso sem condenações antecipadas, protegendo os direitos de todos os cidadãos, inclusive aqueles em cargos de poder.

No caso das apostas ilegais, o impacto é direto no bolso do cidadão e na saúde financeira do país. A movimentação bilionária fora da lei representa uma perda gigantesca de arrecadação de impostos, que poderiam ser revertidos em serviços públicos essenciais para a população goiana e brasileira, como saúde, educação e infraestrutura. Além disso, a lavagem de dinheiro e a sonegação fiscal alimentam a criminalidade e distorcem a economia, prejudicando empresas e cidadãos que atuam na legalidade. As operações da Polícia Federal buscam coibir essas práticas, proteger o erário e garantir um ambiente de negócios justo.

As investigações continuam em ambas as frentes, prometendo novos desdobramentos sobre os esquemas e seus envolvidos.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br