Companhia mira fortalecimento da economia circular, reduzindo impactos ambientais e otimizando o uso de recursos no setor.
Uma empresa do agronegócio brasileiro estabeleceu a meta de reaproveitar mais de 17,6 mil toneladas de resíduos até o ano de 2025. A iniciativa faz parte de um plano de sustentabilidade que busca fortalecer a chamada economia circular, com o objetivo de diminuir o impacto ambiental da produção e otimizar o uso de recursos naturais.
O que aconteceu
A projeção de reuso das 17,6 mil toneladas de resíduos foi detalhada em um relatório de sustentabilidade da companhia GTF. O documento apresenta a estratégia da empresa para os próximos anos, focada em um modelo que visa integrar a produção com a gestão de subprodutos e materiais que seriam descartados. A meta é um passo para alcançar um ciclo produtivo mais sustentável, onde o que seria considerado lixo ganha novas aplicações dentro ou fora da cadeia produtiva.
Entenda o caso
A economia circular é um conceito que busca manter produtos, componentes e materiais em seu mais alto nível de utilidade e valor, eliminando o descarte e o desperdício. Diferente do modelo linear, que envolve ‘extrair, produzir, usar e descartar’, a circularidade propõe o reuso, a reparação e a reciclagem contínua dos recursos.
Além disso, o relatório da empresa menciona o alinhamento a padrões internacionais de ESG (Environmental, Social, and Governance). Essa sigla se refere a critérios ambientais, sociais e de governança que investidores e o mercado em geral utilizam para avaliar o desempenho de uma empresa em termos de sustentabilidade e ética. No agronegócio, esses fatores têm ganhado cada vez mais importância, com empresas buscando demonstrar seu compromisso com práticas mais responsáveis.
Impacto para a população
Para a população, o reaproveitamento de um volume tão grande de resíduos significa, em primeiro lugar, uma menor pressão sobre aterros sanitários e a diminuição da poluição. Resíduos do agronegócio podem incluir desde restos de colheita até subprodutos da industrialização de alimentos, que, quando não são reaproveitados, podem gerar impactos como contaminação do solo e da água ou emissão de gases poluentes.
Ao transformá-los, é possível gerar adubos, energia ou novos materiais, beneficiando diretamente o meio ambiente e, potencialmente, criando novas oportunidades econômicas. A menção ao desenvolvimento de comunidades rurais, presente no relatório da GTF, sugere um objetivo de envolver esses grupos nos benefícios ou processos relacionados à sustentabilidade da empresa. Em Goiás, estado com forte presença do agronegócio, iniciativas como essa podem inspirar outras empresas a adotar práticas semelhantes, contribuindo para a sustentabilidade regional.
A busca por uma produção mais sustentável, com foco na redução de resíduos e na economia circular, se consolida como uma tendência global e um desafio constante para o setor produtivo, incluindo o agronegócio brasileiro.
Fonte: https://comprerural.com



