Goiânia: Vias laterais para viaduto ‘problemático’ da Leste Oeste devem sair em 90 dias

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Prefeito Sandro Mabel acelera intervenção para desafogar trânsito enquanto futuro da obra principal é incerto.

Goiânia se prepara para receber vias laterais no complexo viário da Avenida Leste Oeste com Castelo Branco. A promessa do prefeito Sandro Mabel é que essa solução, pensada como provisória, esteja pronta em um prazo de 60 a 90 dias. O objetivo principal é aliviar o tráfego em uma das regiões mais movimentadas da capital, que há meses convive com uma obra de grande porte paralisada e repleta de falhas.

O que aconteceu

A Prefeitura de Goiânia deu início aos estudos para a construção dessas vias alternativas. A decisão veio após o próprio prefeito expressar forte descontentamento com o viaduto principal, que ele classificou como “uma porcaria de uma obra”, devido aos problemas estruturais e de execução. Mabel ressaltou que a cidade não pode esperar indefinidamente por soluções definitivas para a estrutura principal.

A urgência foi reforçada por uma enquete nas redes sociais do prefeito, onde cerca de 300 mil pessoas opinaram. De acordo com Mabel, 90% dos participantes pediram uma passagem pelas laterais, indicando a necessidade imediata de desafogar o trânsito no local. As vias laterais funcionarão como um paliativo enquanto se define o destino do viaduto principal.

Entenda o caso

A obra do viaduto, iniciada em 2023, está parada desde a gestão anterior e apresenta uma série de falhas visíveis e estruturais. Técnicos da Secretaria da Infraestrutura de Goiânia apontam que as placas de sustentação do aterro não passam em testes de segurança e que a rampa, mesmo incompleta, já está condenada por fragilidade. Há também relatos de que o material utilizado não garante a validade esperada de 50 anos para a estrutura.

O prefeito destacou que, apesar dos graves problemas e de já terem sido gastos quase R$ 20 milhões de reais de dinheiro público, a demolição completa não é a primeira opção. A ideia é tentar “salvar” parte do que foi feito, caso um novo laudo técnico aponte essa possibilidade. Mabel também revelou que a obra foi iniciada com pendências fundiárias, como a desapropriação de imóveis, o que gerou impasses judiciais.

Em relação à responsabilidade pela má execução, o prefeito informou que já determinou ao setor jurídico da prefeitura que acione judicialmente a empreiteira responsável. No entanto, ele enfatizou que a cidade não pode aguardar os longos prazos da Justiça para ter uma solução viária na região.

Impacto para a população

Para os motoristas e moradores de Goiânia, a paralisação da obra no cruzamento da Leste Oeste com Castelo Branco tem sido um constante gerador de transtornos e atrasos. A abertura das vias laterais em até três meses representa uma esperança de melhora imediata no fluxo de veículos, minimizando os gargalos diários enfrentados na região central da capital goiana.

A incerteza sobre o futuro do viaduto principal, classificado como “fragilizado”, mantém um alerta sobre os gastos públicos e a qualidade das obras de infraestrutura. A comunidade local acompanha de perto, esperando que as medidas anunciadas não só resolvam o problema imediato do trânsito, mas também garantam um desfecho seguro e duradouro para uma intervenção tão estratégica para a cidade. Mabel reiterou o compromisso de concluir não apenas a Leste Oeste “de ponta a ponta”, mas também as obras da Avenida Goiás Norte.

A construtora responsável pela obra não foi localizada para comentar as declarações do prefeito e as informações técnicas apresentadas.

Fonte: https://diariodegoias.com.br