Aos 93 anos, líder indígena segue consciente e sem febre, mas inspira cuidados intensivos da equipe médica na capital paulista.
O Cacique Raoni Metuktire, figura emblemática da luta indígena e ambiental no Brasil e no mundo, voltou nesta quarta-feira (1º) para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital São Paulo, que pertence à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Aos 93 anos, a saúde do líder Kayapó exige monitoramento constante, gerando apreensão entre seus apoiadores e a comunidade global que acompanha sua trajetória.
O que aconteceu
A decisão de transferir novamente o Cacique Raoni para a UTI foi tomada após ele enfrentar uma hemorragia digestiva na última terça-feira (30). Para controlar o sangramento, a equipe médica realizou uma endoscopia e outros procedimentos específicos. Além disso, foi identificado um acúmulo de líquidos no pulmão direito, conhecido como pneumotórax, que foi prontamente drenado sem maiores intercorrências. Apesar do retorno à unidade de terapia intensiva, a equipe médica do Hospital São Paulo informou que o Cacique Raoni permanece consciente, sem febre e respirando sem a necessidade de aparelhos neste momento.
Entenda o caso
A internação mais recente do Cacique Raoni começou em 15 de junho, quando foi levado em estado grave para o Hospital e Maternidade Dois Pinheiros, em Sinop, no Mato Grosso. Após ser estabilizado e receber quatro dias de tratamento na unidade, o líder indígena foi transferido para a capital paulista, chegando em 19 de junho. Em São Paulo, seu tratamento é conduzido no Hospital São Paulo, da Unifesp, que possui um atendimento dedicado à saúde indígena. Ao dar entrada na capital paulista, Raoni apresentava um quadro de obstrução intestinal alta e pneumonia aspirativa. Ele passou por uma cirurgia intestinal em 20 de junho e, desde então, seguia em recuperação dos procedimentos realizados.
Impacto para a população
A saúde de Cacique Raoni Metuktire transcende a esfera pessoal, tornando-se um símbolo para a causa indígena e para a preservação ambiental no Brasil e no mundo. Aos 93 anos, sua força e sua voz ressoam em discussões sobre demarcação de terras, direitos dos povos originários e o futuro da Amazônia. Notícias sobre seu estado de saúde geram mobilização e preocupação, evidenciando a importância de sua liderança e a atenção que a sociedade global dedica aos desafios enfrentados pelas comunidades indígenas e ao patrimônio natural que ele tanto defende.
A equipe médica segue acompanhando de perto a evolução do quadro do Cacique Raoni, que permanece sob vigilância intensiva na UTI, buscando garantir sua plena recuperação.



