Scaloni freia rivalidade histórica antes de Argentina x Inglaterra na Copa do Mundo

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Em meio a uma efervescência de emoções e provocações de torcedores e jogadores, o técnico da Argentina, Lionel Scaloni, fez um apelo por calma, minimizando a histórica rivalidade com a Inglaterra antes da semifinal da Copa do Mundo.

Após garantir a vaga na semifinal com uma vitória por 3 a 1 sobre a Suíça, a seleção argentina se prepara para um reencontro com a Inglaterra que promete incendiar o Mundial. No entanto, Scaloni tentou diminuir a tensão, afirmando que o confronto é “apenas uma partida de futebol” e pedindo para que não se busquem “outras coisas” além do esporte.

O que aconteceu

A declaração do treinador argentino veio logo após o triunfo que colocou a equipe entre as quatro melhores do torneio. Scaloni enfatizou o respeito pela seleção inglesa e seu técnico, Gareth Southgate, e alertou os torcedores a desfrutarem do jogo com responsabilidade, sem incidentes fora de campo. Ele também ressaltou a impressionante marca de sua equipe, que alcançou cinco semifinais nos últimos cinco campeonatos disputados.

Apesar do discurso pacificador do comandante, o clima entre as equipes já esquentou. Ao final da partida contra a Suíça, os jogadores argentinos comemoraram a classificação entoando o tradicional canto da torcida “quem não pula é um inglês”, provocando abertamente o futuro adversário. Este gesto contrasta diretamente com a postura de Scaloni, mostrando a paixão e a tensão que cercam o clássico.

Entenda o caso

A rivalidade entre Argentina e Inglaterra transcende o campo de jogo, sendo marcada por um dos episódios mais emblemáticos da história das Copas. O confronto decisivo de 1986, pelas quartas de final, ficou eternizado por Diego Maradona. Ele marcou dois gols icônicos: o primeiro, conhecido como “A Mão de Deus”, onde usou a mão para desviar a bola; e o segundo, considerado “o gol do século”, uma arrancada espetacular do meio-campo que driblou vários adversários até balançar as redes.

Para os argentinos, aquele jogo carregou um forte simbolismo de revanche, especialmente por ocorrer poucos anos após a Guerra das Malvinas (1982). A história se repetiu em 1998, nas oitavas de final, quando a Argentina eliminou a Inglaterra nos pênaltis após um empate emocionante, que incluiu a polêmica expulsão de David Beckham.

Impacto para a população

Para os torcedores, especialmente os argentinos, este jogo não é apenas mais uma semifinal. É a reedição de uma rivalidade carregada de memórias, paixão e um toque histórico-político. As declarações de Scaloni buscam desinflar a tensão, mas a expectativa é que milhões de pessoas ao redor do mundo, incluindo no Brasil, acompanhem cada lance com fervor. A partida, que vale vaga na grande final do Mundial, está marcada para a próxima quarta-feira, dia 15, às 16h (horário de Brasília), no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta.

Será um espetáculo de futebol, onde a história e a paixão se encontrarão novamente, e a tentativa de Scaloni de manter o foco apenas no esporte será testada diante de uma das rivalidades mais intensas do futebol mundial.

Fonte: https://placar.com