Ainda abalado por uma grave lesão no joelho que o tirou de combate por anos, o irlandês enfrenta ceticismo sobre sua capacidade de recuperar a antiga forma.
A tão aguardada volta de Conor McGregor ao octógono, após cinco anos de hiato, durou apenas 69 segundos e terminou em um duro revés: uma nova lesão grave no joelho esquerdo. O incidente não apenas o afastou das lutas até 2027, mas reacendeu o debate sobre se o carismático irlandês, um dos maiores nomes da história do MMA, ainda tem o que é preciso para competir no mais alto nível, com ex-campeões do UFC expressando sérias dúvidas.
O que aconteceu
O cenário foi montado no último dia 11 de julho, no UFC 329, para o aguardado reencontro entre Conor McGregor e Max Holloway. A luta marcava uma revanche de um combate ocorrido 13 anos antes, onde McGregor havia saído vitorioso mesmo com uma grave lesão no ligamento cruzado anterior (ACL). Desta vez, porém, o desfecho foi ainda mais cruel. Em apenas 69 segundos do primeiro round, ao tentar um chute voador, o irlandês sofreu uma lesão severa no joelho direito, que incluiu o rompimento do menisco e do próprio ACL. O incidente resultou em uma derrota por nocaute técnico para Holloway e a necessidade imediata de cirurgia.
Com 38 anos, McGregor tem uma previsão de retorno somente para o verão de 2027. Essa nova pausa prolongada deixa-o com apenas mais uma luta restante em seu contrato com o UFC. O próprio atleta confirmou a natureza da lesão em suas redes sociais, comparando-a ironicamente à que teve na primeira luta contra Holloway, mas na perna oposta.
Entenda o caso
A sequência de lesões e a performance de McGregor na última luta reacenderam o ceticismo na comunidade do MMA. Aljamain Sterling, ex-campeão peso-galo do UFC, não hesitou em expressar sua opinião em entrevista ao Ignition Poker. Para Sterling, McGregor dificilmente retornará ao seu nível de elite. Ele sugeriu que, ao invés de buscar grandes desafios de imediato, McGregor deveria priorizar uma luta para recuperar a confiança e testar sua condição física.
Sterling aconselhou que McGregor evitasse “movimentos loucos” e focasse no básico para “ver onde estão as mãos, como se sente ao mover e pivotar, ver se tem a mesma elasticidade”. Ele também defendeu que o irlandês enfrentasse Michael Chandler em vez de Holloway, que o próprio McGregor havia cogitado como próxima luta. Chandler, com 40 anos e vindo de quatro derrotas consecutivas – sendo a mais recente um nocaute para Mauricio Ruffy –, seria, segundo Sterling, um oponente que se presta a uma luta em pé, “estilisticamente boa”, que permitiria a McGregor testar-se contra alguém “bom, mas que não está mais no topo da fila”.
Impacto para a população
Para os milhões de fãs do UFC e de Conor McGregor ao redor do mundo, a notícia significa mais um longo período de espera e uma incerteza crescente sobre o futuro de um ícone. A lesão e a idade avançada do lutador levantam questionamentos cruciais sobre sua capacidade de competir no alto nível, redefinindo as expectativas para seu aguardado retorno. Será que o “The Notorious” conseguirá superar mais uma adversidade monumental e provar que os céticos, como Sterling, estão errados, ou sua era de domínio e “previsões místicas” chegou ao fim?
A próxima luta de McGregor, a última em seu atual contrato, será mais do que um simples combate; será um divisor de águas que poderá determinar o capítulo final de sua lendária, e agora incerta, carreira.
Fonte: https://www.lowkickmma.com



