O Itaú BBA elevou sua classificação para as ações da Prio (PRIO3) para ‘compra’ nesta segunda-feira (10), indicando uma perspectiva de valorização de 27,1% em relação aos patamares atuais. O novo preço-alvo estabelecido pelo banco de investimento é de R$ 73 por papel, projetado para o final de 2027, impulsionando os ativos da petroleira no pregão.
De acordo com a equipe de analistas liderada por Monique Greco, a recente correção nos preços das ações da Prio, que acumulam uma desvalorização de 1,8% em agosto, tornou o perfil de risco e retorno da companhia mais atraente. Os especialistas avaliam que o papel oferece uma exposição vantajosa à alta do mercado, caso os preços do petróleo se mantenham nos níveis atuais – com o valor da ação implicando um Brent de cerca de US$ 61 por barril. Mesmo em cenários mais conservadores para as commodities, a Prio demonstra capacidade de gerar retornos aos acionistas superiores a 20%.
Em resposta à notícia, as ações da PRIO3 registraram um desempenho positivo no Ibovespa (IBOV). Por volta das 12h (horário de Brasília), o ativo avançava 3,78%, negociado a R$ 59,61, posicionando-se como o quarto maior ganho do principal índice da B3, que, no mesmo horário, apresentava leve queda de 0,06%, aos 172.417,28 pontos. O Itaú BBA também aproveitou a oportunidade para atualizar suas projeções para outras companhias do setor de Óleo e Gás, considerando os resultados do segundo trimestre, novas premissas macroeconômicas e uma revisão do preço do petróleo Brent para US$ 65 o barril.
Apesar de reconhecer que eventos geopolíticos podem continuar a gerar volatilidade no curto prazo, os analistas do banco apontam que a significativa retração nos preços do petróleo após o cessar-fogo temporário entre Estados Unidos e Irã, em junho, sugere que os fundamentos de oferta e demanda prevalecerão sobre os prêmios de risco geopolítico no médio e longo prazo. A expectativa é que o foco do mercado retorne gradualmente aos pilares subjacentes, que indicam um mercado de petróleo bem abastecido.
Nesse contexto, o Itaú BBA reafirmou sua recomendação de compra para as ações da Petrobras (PETR4), mantendo-a como a escolha preferencial no setor de Óleo e Gás. O valor-alvo para a estatal foi ajustado de R$ 64 para o final de 2026 para R$ 63 em dezembro de 2027. Este novo patamar ainda representa um potencial de valorização de 54,1% sobre o preço de fechamento da última sexta-feira (7). A análise do banco ressalta que as sólidas margens de refino internacionais podem oferecer uma proteção relevante contra riscos de baixa, ao sustentar preços domésticos de combustíveis mais elevados por um período mais longo, amenizando o impacto de cotações mais baixas do petróleo na geração de caixa da empresa.
Para a PetroReconcavo (RECV3), a recomendação ‘neutra’ foi mantida. Contudo, o preço-alvo foi revisado de R$ 16 por ação (fim de 2026) para R$ 12 (dezembro de 2027), implicando uma margem de alta de 17,3% em relação ao fechamento anterior. Os analistas do banco apontam que o volume de produção da companhia ficou aquém do esperado no segundo trimestre de 2026, o que atrasou um ponto de virada operacional que poderia impulsionar a precificação do ativo. Embora a empresa tenha priorizado projetos com menor risco de execução, o desempenho da produção em 2026 (24,2 mil barris de óleo equivalente por dia) permaneceu 7% abaixo das estimativas de reservas 1P, levando a uma projeção de diferença persistente nos anos subsequentes.
O Itaú BBA informou que não possui recomendação ou preço-alvo para a Brava Energia (BRAV3), devido a restrições internas.
Fonte original: https://www.moneytimes.com.br/prio-prio3-agora-e-compra-diz-itau-bba-lils/



