Brasil aciona Lei da Reciprocidade em resposta a tarifas dos EUA; mercado monitora desdobramentos e indicadores econômicos

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O governo brasileiro ativou nesta sexta-feira (14) mecanismos previstos na Lei da Reciprocidade Econômica, uma medida estratégica em resposta ao recente aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos. A iniciativa visa prioritariamente abrir um canal de negociação com Washington, buscando alternativas que possam reduzir ou anular os impactos das novas taxações sobre as exportações brasileiras, na tentativa de evitar a adoção de contramedidas comerciais diretas pelo Brasil.

A reação brasileira ocorre após a administração do presidente Donald Trump ter anunciado, no mês passado, a imposição de uma tarifa de 25% especificamente sobre produtos brasileiros. Adicionalmente, os Estados Unidos aplicaram uma taxa extra de 12,5% sobre importações provenientes de um grupo de 60 países, do qual o Brasil faz parte, ampliando o escopo das barreiras comerciais.

Paralelamente às tensões comerciais, o mercado financeiro acompanha uma agenda econômica com poucos indicadores de grande impacto nesta sexta-feira. Nos Estados Unidos, o foco está na divulgação das vendas no varejo de julho, um termômetro importante para o consumo e a saúde da atividade econômica americana. No Brasil, investidores aguardam a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua trimestral, que trará dados atualizados sobre a taxa de desemprego, influenciando as projeções para a economia e a política monetária. No âmbito corporativo, a temporada de balanços chega ao fim com os resultados de empresas como Vibra (VBBR4), Cosan (CSCS3) e Copasa (CSMG3).

No cenário dos mercados, o ETF iShares MSCI Brazil (EWZ), que replica o Ibovespa em dólar e é negociado em Nova York, registrava alta de 0,89%, cotado a US$ 34,07, refletindo parte da movimentação dos investidores internacionais em relação aos ativos brasileiros. No pregão anterior, o Ibovespa (IBOV) encerrou com leve queda de 0,23%, a 167.100,95 pontos, enquanto o dólar à vista fechou em alta de 0,25%, negociado a R$ 5,1930. Globalmente, as bolsas asiáticas tiveram um desempenho misto, e os mercados europeus, assim como os futuros em Nova York, operam sem uma direção definida nesta manhã. Os preços do petróleo, por sua vez, registram valorização, enquanto o mercado de criptomoedas opera em território negativo.

Para o dia, a agenda de indicadores internacionais inclui o Produto Interno Bruto (PIB) e a balança comercial da Zona do Euro, ambos divulgados às 6h (horário de Brasília). No Brasil, a Pnad Contínua é apresentada às 9h, e nos EUA, as vendas no varejo às 9h30. Entre os mercados asiáticos, Tóquio/Nikkei subiu 0,62% e Xangai +0,01%, enquanto Hong Kong/Hang Seng recuou 1,10%. Na Europa, Frankfurt/DAX avançava 0,75% e Paris/CAC 40 +0,10%, contrastando com a queda de 0,08% em Londres/FTSE 100. Os futuros de Wall Street mostravam Nasdaq com +0,09%, S&P 500 com +0,04% e Dow Jones com -0,15%. No setor de commodities, o petróleo Brent valorizava 0,47% para US$ 87,44 e o WTI 1,03% para US$ 82,09 o barril, enquanto o ouro perdia 0,22% a US$ 4.411,45 por onça-troy. No universo das criptomoedas, Bitcoin caía 1,5% para US$ 62.696,99 e Ethereum 1,1% para US$ 1.870,26. A agenda política inclui compromissos do presidente Lula e do ministro Gabriel Galípolo, sem informações divulgadas sobre a agenda do ministro Dario Durigan.

Fonte original: https://www.moneytimes.com.br/guerra-comercial-no-radar-do-mercado-apos-o-brasil-aciona-lei-da-reciprocidade-ibovespa-em-dolar-sobe-hoje-14/