Copa do Mundo Feminina de 2027: FIFA Vê Brasil Pronto para Superar Recordes e Deixar Legado Histórico

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A Federação Internacional de Futebol (FIFA) expressou grande otimismo quanto à capacidade do Brasil de sediar a Copa do Mundo Feminina de 2027, projetando um torneio que não apenas superará recordes de público e organização, mas também deixará um legado transformador para o futebol feminino no país. Com infraestrutura consolidada e uma seleção forte, o Brasil é visto como pronto para fazer história.

Thiago Jannuzzi, diretor-executivo de operações da FIFA para o Mundial de 2027, confirmou a preparação brasileira para o evento, que ocorrerá entre 24 de junho e 25 de julho em oito cidades. Jannuzzi destacou que a entidade aplicará as lições aprendidas em edições anteriores para aprimorar a organização, corrigindo falhas e potencializando acertos.

A Copa do Mundo Feminina, que terá 32 seleções em 2027 e pode expandir para 48 em 2031, já é reconhecida como um evento rentável. A FIFA, após um investimento estratégico, viu o torneio atingir o equilíbrio entre despesas e receitas em 2023, com a expectativa de ser superavitário na próxima edição. Este sucesso financeiro serve como um modelo para outras instituições investirem no desenvolvimento do esporte feminino, demonstrando a maturidade e o crescente valor de mercado da competição.

A escolha do Brasil como sede se baseou na robusta infraestrutura do país e na experiência acumulada em grandes eventos esportivos. Jannuzzi ressaltou que a candidatura brasileira foi convincente ao afirmar a prontidão do país, beneficiando-se do legado físico da Copa do Mundo masculina de 2014, com estádios modernos. Além disso, o Brasil possui um ‘legado de conhecimento’ na organização de competições de porte internacional, evidenciado pela alta adesão do público aos jogos de futebol feminino nos Jogos Olímpicos do Rio.

A FIFA ambiciona superar os resultados da edição anterior, na Austrália e Nova Zelândia, tanto em organização quanto em audiência. Com uma média de 33 mil espectadores por jogo e um total de quase 2 milhões de pessoas nos estádios em 2023, a entidade planeja ir além. No Brasil, o menor estádio disponível terá capacidade para 45 mil torcedores, e a média de capacidade oferecida ao público será de 57 mil lugares por partida, projetando um número significativamente maior de presentes.

Além dos recordes de público e dos mais de dois bilhões de espectadores globais da última edição, a FIFA almeja uma profunda quebra de paradigma e uma transformação cultural no Brasil. O objetivo é impulsionar o número de mulheres envolvidas no futebol, replicando o sucesso da Austrália, que viu o número de jogadoras registradas saltar de 50 mil para quase 160 mil após a Copa. No Brasil, espera-se que o torneio funcione como um catalisador para aumentar a participação das atuais 10 mil jogadoras. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) também desempenha um papel crucial, com o aumento de competições femininas, passando de 500 para 700 partidas anuais, consolidando o potencial e o talento das atletas brasileiras no cenário global.

As oito cidades brasileiras que sediarão os jogos em 2027 são: Porto Alegre (Beira-Rio), São Paulo (Neo Química Arena), Rio de Janeiro (Maracanã), Belo Horizonte (Mineirão), Brasília (Mané Garrincha), Salvador (Arena Fonte Nova), Recife (Arena Pernambuco) e Fortaleza (Arena Castelão).

Fonte original: https://placar.com/copa-do-mundo/fifa-poe-metas-altas-mas-ve-brasil-pronto-para-fazer-historia-na-copa-feminina/