Soja em Ascensão: Chicago Impulsiona Preços no Brasil com Perspectivas de Safra Americana Aquém do Esperado

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Os contratos futuros da soja registraram forte valorização na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nesta quarta-feira, impulsionados pelos resultados preliminares do Crop Tour da Pro Farmer, que apontam para uma produtividade da safra norte-americana aquém das expectativas. No Brasil, o mercado físico apresentou atividade contida, mas as cotações em diversas regiões do país, especialmente em Goiás, reagiram positivamente, beneficiadas pela alta em Chicago e pela valorização dos prêmios de exportação, mesmo com a desvalorização do dólar frente ao real.

O volume de negócios no mercado físico brasileiro permaneceu limitado, com foco em Goiás, onde foram observadas transações razoáveis e ofertas em patamares superiores aos praticados recentemente. Em outras localidades, as negociações foram pontuais e restritas ao atendimento de necessidades imediatas. Rafael Silveira, analista da Safras & Mercado, destacou que a semana não tem sido marcada por grandes volumes negociados, e a fixação de preços para a nova safra também segue em ritmo lento.

Apesar da retração do dólar e da volatilidade, o impacto positivo de Chicago, somado à melhora dos prêmios, gerou um cenário marginalmente mais favorável para as cotações internas. Nos portos, as ofertas de compra permaneceram firmes. Confira o movimento de preços em algumas praças:

  • Passo Fundo (RS): Avançou de R$ 145,00 para R$ 146,00.
  • Santa Rosa (RS): Subiu de R$ 146,00 para R$ 147,00.
  • Cascavel (PR): Registrou aumento de R$ 142,00 para R$ 142,50.
  • Rondonópolis (MT): Manteve-se em R$ 138,00.
  • Dourados (MS): Teve uma queda, de R$ 137,00 para R$ 135,00.
  • Rio Verde (GO): Permaneceu estável em R$ 138,00.
  • Paranaguá (PR): Elevou-se de R$ 153,00 para R$ 153,50.
  • Rio Grande (RS): Aumentou de R$ 153,00 para R$ 154,00.

Cotações em Chicago

Os contratos futuros da oleaginosa em Chicago concluíram a sessão com expressiva alta, marcando a quarta sessão consecutiva de ganhos. O principal fator de sustentação foi o relatório do Crop Tour da Pro Farmer, que tem indicado um potencial produtivo da safra dos EUA abaixo do esperado. Adicionalmente, a robusta demanda chinesa por soja americana e a desvalorização do dólar frente a outras moedas — que confere maior competitividade aos produtos de exportação dos EUA — contribuíram para o cenário positivo das cotações.

Os resultados iniciais da tradicional avaliação das lavouras norte-americanas corroboram as projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que, em seu relatório mais recente, já sinalizava produtividade inferior às expectativas. As atenções agora se voltam para os dados de Illinois e Iowa, estados chave na produção de soja.

Em Nebraska, a contagem de vagens de soja atingiu 1.219,62 em uma área de três pés quadrados, ligeiramente abaixo da média dos últimos três anos (1.226,94), e significativamente inferior à estimativa do Crop Tour do ano passado, que foi de 1.348,31. Situação similar foi observada em Indiana, onde a contagem de vagens registrou 1.318,64 na mesma área, abaixo da média trienal de 1.365,19 e da projeção de 1.376,59 do Crop Tour anterior.

Detalhes dos Contratos

Os contratos de soja com entrega para novembro fecharam com alta de 20,50 centavos de dólar, ou 1,68%, cotados a US$ 12,37 1/4 por bushel. Para janeiro, a cotação alcançou US$ 12,51 1/4 por bushel, um acréscimo de 19,75 centavos de dólar, ou 1,60%.

Nos subprodutos, o farelo de soja para dezembro valorizou-se US$ 6,80, ou 2,13%, atingindo US$ 325,60 por tonelada. O óleo de soja com vencimento em dezembro avançou 0,33 centavo, ou 0,47%, fechando a 69,96 centavos de dólar.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com uma desvalorização de 0,85%, sendo negociado a R$ 5,1771 para venda e R$ 5,1751 para compra. Ao longo do dia, a moeda norte-americana flutuou entre uma mínima de R$ 5,1566 e uma máxima de R$ 5,2106.

Fonte original: https://www.canalrural.com.br/agricultura/soja/soja-ganha-sustentacao-em-chicago-e-precos-sobem-em-parte-do-brasil/