O secretário estadual de Saúde de Goiás, Rasível dos Reis, refutou nesta quarta-feira as acusações de candidatos ao governo que apontavam uma suposta lista de espera com mais de 100 mil pacientes para cirurgias eletivas. Em entrevista, Reis divulgou dados oficiais, indicando que a fila atual contabiliza 25 mil pessoas, com um tempo médio de espera de 85 dias para a realização dos procedimentos.
Segundo o titular da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO), as especialidades com maior demanda na fila incluem ortopedia, vascular e oftalmologia. Reis explicou que o estado adotou uma fila única para todo o território goiano, visando organizar a procura e estabelecer prioridades no atendimento, o que permite identificar quais cirurgias devem ser realizadas com mais urgência.
Uma das estratégias implementadas, detalhou o secretário, é a priorização de cirurgias definitivas para pacientes que sofreram fraturas em acidentes de trânsito. Essa medida busca evitar que esses casos passem por procedimentos provisórios, como a colocação de fixadores externos, e posteriormente retornem à fila para uma segunda intervenção cirúrgica, otimizando o fluxo de atendimento.
Rasível dos Reis destacou que Goiás realizou 35 mil cirurgias eletivas no ano de 2025 (sic), um número que ele classificou como “15 a 16 vezes maior” em comparação com o volume registrado em 2018, antes da atual gestão. O secretário enfatizou o crescimento expressivo na capacidade de realização de procedimentos, tanto eletivos quanto de urgência, e a regionalização dos serviços de saúde.
Apesar dos esforços, o secretário relatou dificuldades em obter apoio da rede privada. Mesmo com o Estado oferecendo pagamentos que chegam a ser quatro ou cinco vezes superiores à tabela do SUS para determinados procedimentos, a adesão de prestadores privados tem sido um desafio, impactando a capacidade de expansão do atendimento.
Ao contextualizar a situação, Reis relembrou que, antes de 2019, pacientes esperavam por anos para realizar certas cirurgias, muitas vezes com agravamento de seus quadros devido à morosidade e à carência de prestadores. Ele ressaltou que a média atual de espera de 85 dias abrange inclusive cirurgias de alta complexidade, como as cardíacas infantis e neonatais, com 18 a 20 procedimentos desse porte realizados mensalmente no Hugol.
A gestão da fila, segundo o secretário, é um processo contínuo e necessário, considerando a constante entrada de novos pacientes. Ele comparou o modelo goiano a sistemas de saúde de países como Inglaterra e Canadá, que também utilizam mecanismos robustos de gerenciamento de listas de espera. Goiás utiliza ferramentas como Epimed e Command Center para monitorar informações clínicas e epidemiológicas relacionadas às cirurgias, além de expandir a capacidade de procedimentos no interior.
Rasível dos Reis também apresentou dados sobre o investimento estadual em saúde. Em 2018, 12,11% do orçamento, equivalente a R$ 2 bilhões, era destinado à área. Em 2025 (sic), o percentual alcançou 15,36%, totalizando R$ 5,5 bilhões. O secretário afirmou que esses investimentos têm impulsionado a regionalização, a organização do sistema e a melhoria da qualidade da assistência.
Respondendo às críticas sobre a transparência, Reis garantiu que os pacientes podem acompanhar sua posição na fila de cirurgias eletivas e atendimentos de urgência. A Secretaria de Saúde utiliza o WhatsApp para informar sobre consultas, cirurgias e retirada de medicamentos. Além disso, a tecnologia é empregada no programa “Nascer em Goiás”, que acompanha gestantes e crianças, com o apoio de “madrinhas”.
O secretário concluiu afirmando que as propostas de uso de tecnologia para acompanhamento de pacientes, eventualmente apresentadas por candidatos, já estão sendo aplicadas pela SES-GO, reforçando o compromisso do estado com a inovação e a comunicação com a população.
Fonte original: https://diariodegoias.com.br/secretario-rebate-criticas-de-candidatos-sobre-fila-de-cirurgias-em-goias-temos-25-mil-pacientes/544578/



