O Brasil registrou em julho um déficit nas transações correntes que superou as projeções do mercado, alcançando US$ 8,11 bilhões. O resultado negativo, divulgado nesta quinta-feira (27) pelo Banco Central, foi significativamente impactado por um fluxo de investimento direto no país (IDE) abaixo das expectativas.
A cifra de US$ 8,11 bilhões para o mês representa um desempenho mais desfavorável que a mediana das estimativas de analistas consultados pela Reuters, que apontava para um rombo de US$ 6,6 bilhões. Em comparação com o mesmo mês do ano anterior, quando o déficit foi de US$ 6,938 bilhões, a situação também se deteriorou. No acumulado de 12 meses, o saldo negativo das transações correntes do país atingiu 2,49% do Produto Interno Bruto (PIB).
Apesar de essencial para financiar o déficit externo, o Investimento Direto no País (IDP) ficou aquém do esperado em julho, somando US$ 7,46 bilhões. A pesquisa de mercado projetava um aporte de US$ 7,92 bilhões. O volume de IDE também foi inferior ao registrado em julho do ano passado, que havia sido de US$ 8,402 bilhões, evidenciando uma desaceleração no ingresso de capital produtivo.
No que tange à conta de renda primária, o país apresentou um saldo negativo de US$ 9,395 bilhões em julho. Este resultado representa um aumento no rombo em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a cifra estava em US$ 8,957 bilhões.
A balança comercial, por sua vez, contribuiu positivamente com um superávit de US$ 6,152 bilhões no mês, embora ligeiramente inferior aos US$ 6,390 bilhões verificados em julho do ano passado. Contudo, o déficit na conta de serviços ampliou-se, atingindo US$ 5,271 bilhões, contra US$ 4,810 bilhões observados em julho do ano anterior, pressionando ainda mais o resultado geral das transações correntes.
Fonte original: https://www.moneytimes.com.br/brasil-registra-deficit-em-conta-corrente-maior-que-o-esperado-em-julho-jcav/



