A corrida presidencial desta terça-feira (8) foi marcada por intensa atividade dos candidatos, que utilizaram entrevistas a veículos de comunicação para expor suas plataformas e debater temas centrais para o país. Enquanto alguns se aprofundaram em críticas a áreas como saúde e judiciário, outros apresentaram soluções em setores variados, da economia à segurança pública.
Em Brasília, Samara Martins (Unidade Popular) participou de uma caminhada e, em sabatina ao Correio Braziliense, destacou a drástica redução de recursos no orçamento da saúde. A candidata atribuiu a perda de mais de 60% nos últimos dez anos ao vultoso montante destinado ao pagamento da dívida pública, que chamou de “Bolsa Banqueiro”. Ela propôs uma auditoria cidadã e a suspensão dos pagamentos da dívida. No interior paulista e em São Bernardo do Campo, Hertz Dias (PSTU) defendeu a reindustrialização do Brasil através da reestatização de empresas privatizadas. Ele citou exemplos como a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e a Vale, argumentando que a última gerou lucro muito superior ao valor de sua venda após a privatização. Já Renan Santos (Missão) criticou a reforma tributária, apontando que benefícios setoriais teriam levado ao aumento da alíquota prevista.
A pauta social também esteve em evidência. Clariana Barão (Democracia Cristã) concedeu entrevistas e propôs a criação de um centro integrado de atendimento à mulher, visando combater o feminicídio por meio do incentivo a denúncias e acolhimento especializado policial e social. Por sua vez, Rui Costa Pimenta (PCO), em entrevista à Rádio Causa Operária com o jornalista Leandro Fortes, abordou a crise do sistema judiciário brasileiro. Em Campinas (SP), Ronaldo Caiado (PSD) visitou o Laboratório Sirius e defendeu uma “reforma moral” para o país, com foco no combate à corrupção e na preservação das instituições.
Em uma proposta inusitada, Wilson Grassi (Democrata), em entrevista ao jornalista Lucas França, defendeu a democratização de tratamentos estéticos. Com o projeto “Meu Botox, Minha Vida”, ele sugeriu financiar o programa com recursos de políticos, do Fundo Eleitoral ou de impostos sobre cosméticos, como forma de elevar a autoestima feminina de baixa renda. Augusto Cury (Avante) também concedeu entrevistas à imprensa e Romeu Zema (Novo) participou de um encontro na Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT). Edmilson Costa (PCB), por sua vez, cumpriu agenda como secretário-geral de seu partido em Portugal.
Os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) não registraram compromissos públicos nesta terça-feira.
Fonte original: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/politica/audio/2026-09/entrevistas-marcaram-o-dia-dos-candidatos-presidencia-da-republica


