Caiado Classifica Rastreamento de Ministro do STF como “Crime” e Elogia Decisão de Mendonça

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Ronaldo Caiado, pré-candidato do PSD à Presidência da República, proferiu duras críticas nesta terça-feira (8) ao descrever como um “crime” o monitoramento de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito de uma operação da Polícia Federal (PF). A declaração, feita em coletiva de imprensa em Campinas (SP), ocorre em meio à repercussão do afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, por decisão do ministro André Mendonça, a quem Caiado teceu elogios.

Durante a entrevista, o político goiano parabenizou Mendonça por sua deliberação, classificando-a como “a mais acertada”. Para Caiado, a ideia de que membros da Suprema Corte possam ser alvo de ações de vigilância por parte da própria Polícia Federal é completamente inaceitável, pontuando a impossibilidade de um integrante do Supremo ser alvo de tal rastreamento.

O ex-governador de Goiás salientou que as instituições brasileiras demonstraram uma notável capacidade de reação diante do episódio. Em sua avaliação, a situação representa mais um ataque à estrutura institucional do país e exige tratamento rigoroso, classificando o evento como um “golpe” e um “grande crime” superado pela solidez das instituições.

Caiado também elevou o tom de suas críticas à atuação de segmentos da Polícia Federal envolvidos no caso. O pré-candidato taxou a conduta de “execrável” e alertou que incidentes dessa natureza têm o potencial de corroer a imagem e a credibilidade da corporação. Ele, contudo, fez questão de diferenciar os agentes responsáveis pelas ações que considera inadequadas do conjunto da instituição, afirmando que a contestação não deve ser generalizada.

Na mesma coletiva, o político defendeu que a Polícia Federal retome seu foco principal no combate à criminalidade. Para Caiado, a corporação não deve ser empregada para monitorar ou exercer pressão sobre autoridades. Ele argumentou que a PF precisa recuperar sua vocação original de enfrentamento ao crime, em vez de se dedicar a atividades de vigilância, ameaça ou interceptação de autoridades, como o ministro André Mendonça, enfatizando a necessidade de evitar ações interpretadas como perseguição ou intimidação.

O posicionamento de Ronaldo Caiado, pré-candidato do PSD ao Palácio do Planalto em 2026, reforça o viés institucional de sua pré-campanha, com explícitas críticas à atuação de órgãos públicos e a defesa de mecanismos de controle sobre instituições de investigação. A manifestação em Campinas insere-se no cenário de efervescência política rumo a 2026, adicionando um elemento significativo ao debate nacional sobre os limites da atividade investigativa e a preservação da autonomia entre os poderes da República.

Fonte original: https://diariodegoias.com.br/caiado-chama-de-crime-rastreamento-de-ministro-do-stf-pela-policia-federal/546653/