Ibovespa Cede à Pressão Política e Fecha Sexta em Queda, Mas Garante Avanço Semanal; Dólar Sobe

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O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, encerrou as negociações desta sexta-feira (11) em terreno negativo, impactado por renovadas preocupações com o cenário político doméstico. Apesar da queda diária de 0,56%, que levou o índice aos 187.206,89 pontos, a semana foi de recuperação, com um saldo positivo de 1,11%. Paralelamente, o dólar à vista registrou valorização de 0,44%, fechando cotado a R$ 5,1254, embora tenha acumulado uma leve desvalorização de 0,11% na semana.

A aversão ao risco no mercado doméstico foi acentuada por desdobramentos do chamado “caso Master”, que tem envolvido o senador Flávio Bolsonaro (PL). Investidores acompanharam de perto a determinação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que concedeu um prazo de 24 horas para que o ministro André Mendonça libere o sigilo de documentos relacionados à investigação. A medida gerou apreensão quanto a possíveis novas revelações sobre o escândalo ligado ao filme “Dark Horse”, aumentando a incerteza no panorama eleitoral.

Especialistas alertam para o impacto desses eventos na percepção do mercado. Gabriel Magno, chefe de alocação de investimentos e sócio da AW Capital, comentou que a conexão do nome de Flávio Bolsonaro com as investigações pode influenciar negativamente futuras pesquisas eleitorais, ressaltando que “os desdobramentos desse caso e da crise do STF podem afetar o mercado”. O cenário adicionou mais um fator de espera para os investidores, que também aguardavam a divulgação de nova pesquisa de intenção de votos à Presidência pelo Datafolha.

Entre os componentes do Ibovespa, a Minerva (BEEF3) destacou-se positivamente, registrando alta de 3,77% e superando a marca de R$ 4 pela primeira vez desde maio, estendendo os ganhos do dia anterior. No extremo oposto, a Hapvida (HAPV3) liderou as perdas do dia, com um recuo expressivo de 8,06%.

As chamadas “blue chips”, ações de grandes empresas com alta liquidez e peso no índice, também sentiram a pressão. A Petrobras teve um desempenho misto, com PETR3 em queda de 0,22% e PETR4 em alta de 0,24%, sendo esta última a ação mais transacionada na B3, interrompendo uma sequência de ganhos na esteira do desempenho do petróleo. O setor financeiro, representado pelo Índice Financeiro (IFNC), perdeu fôlego, caindo 0,44%, com destaque para a retração de 1,36% do Banco do Brasil (BBAS3). A Vale (VALE3), que possui peso considerável no índice, teve uma baixa marginal de 0,04%. Em conjunto, Vale, Petrobras e os bancos correspondem a metade da carteira teórica do Ibovespa.

Considerando o desempenho semanal, a SLC Agrícola (SLCE3) registrou a maior valorização entre os papéis do Ibovespa, enquanto a Direcional (DIRR3) apresentou a pior performance no período.

No cenário internacional, os mercados acionários de Wall Street fecharam em alta nesta sexta-feira, impulsionados por um alívio nos preços do petróleo, apesar de dados inflacionários reforçarem a expectativa de elevação dos juros pelo Federal Reserve (Fed) na próxima semana. O Dow Jones subiu 0,98%, o S&P 500 avançou 0,86% e o Nasdaq ganhou 0,96%. Contudo, na semana, os principais índices americanos registraram perdas, com o Dow Jones caindo 1,5%, o S&P 500 recuando 0,70% e o Nasdaq cedendo 0,60%, pressionados pelos rendimentos dos títulos do Tesouro (Treasuries) e pelos preços do petróleo.

Na Europa, os principais índices também encerraram o dia com ganhos, recuperando-se de perdas anteriores, com o índice pan-europeu Stoxx 600 em alta de 0,49%. Na Ásia, a sessão foi de baixas, com o Nikkei do Japão caindo 1,93% e o Hang Seng de Hong Kong recuando 0,60%.

Fonte original: https://www.moneytimes.com.br/ibovespa-11-9-26-lils/