Washington e Pequim: US$ 60 Bilhões em Tarifas Serão Reduzidos Após Cúpula

PUBLICIDADE

Estados Unidos e China chegaram a um consenso para avançar na redução de US$ 60 bilhões em tarifas sobre mercadorias importadas, um desdobramento direto do encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping na semana passada. Os detalhes do acordo, que visa aliviar as tensões comerciais, foram divulgados pela Casa Branca.

A abrangência das tarifas a serem cortadas é vasta, englobando desde produtos agrícolas americanos, como milho, trigo, carnes e laticínios, até itens de consumo chineses, incluindo eletrodomésticos como cafeteiras e torradeiras, brinquedos, fogos de artifício e decorações natalinas. No entanto, o cronograma para a efetivação dessas reduções ainda não foi definido.

Segundo Jamieson Greer, representante de Comércio dos EUA, o objetivo é estabelecer um tratamento tarifário mais favorável, com uma contribuição de US$ 30 bilhões de cada nação, para produtos considerados “não sensíveis”. Essa medida é vista como um passo para destravar o acesso de 30% das exportações americanas ao mercado chinês. Curiosamente, a soja, commodity cuja compra pela China foi retomada em larga escala nos últimos meses, ficou de fora dessa rodada de reduções.

Além das discussões tarifárias, a cúpula entre os dois líderes resultou na prorrogação da trégua comercial sino-americana até 10 de janeiro. Washington e Pequim também concordaram em estabelecer um canal de diálogo sobre inteligência artificial e reafirmaram a posição de que o Irã não deve desenvolver armas nucleares, além de defender a garantia da navegação internacional.

Apesar dos anúncios, a recepção do mercado foi morna. Analistas consultados pela Reuters consideraram os resultados da reunião limitados. O principal índice do mercado de ações chinês reagiu com ceticismo, registrando uma queda de mais de 2% nesta segunda-feira (28), atingindo o menor patamar em um ano. Há expectativa de que Trump e Xi possam ter novos encontros em dois fóruns internacionais, um na China e outro nos EUA, antes do fim do ano.

Em um evento posterior à partida do presidente chinês dos EUA, o vice-presidente Han Zheng discursou na Assembleia Geral da ONU em Nova York. Ele reiterou a postura de Pequim em defesa da soberania das nações, mencionando Cuba, e a oposição chinesa a qualquer interferência estrangeira.

Fonte original: https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/internacional/audio/2026-09/acordo-entre-eua-e-china-deve-reduzir-us60-bilhoes-em-tarifas