O pugilista britânico Tyson Fury revelou que sua volta aos Estados Unidos, após um período de restrições de visto, foi diretamente orquestrada pelo presidente do UFC, Dana White, que teria intercedido junto ao ex-presidente Donald Trump. Fury, que agora treina na Flórida para seu aguardado combate contra Anthony Joshua, credita a rápida resolução de seu problema migratório à influência de White.
A saga de Fury com as autoridades de imigração americanas começou em junho de 2022, quando foi impedido de embarcar em um voo de Manchester para os EUA. Na época, a recusa teria sido vinculada a supostas ligações com Daniel Kinahan, uma figura sancionada pelo governo americano por atividades de crime organizado, acusações que Fury sempre negou veementemente. Por anos, a entrada do campeão no país permaneceu bloqueada.
Segundo o próprio Fury, a solução veio quando Dana White, amigo de longa data de Donald Trump, levou a questão diretamente à mesa do então presidente. Fury descreve a resposta de Trump como imediata e favorável: “Bang. Tyson é um grande sujeito. Pode entrar.” A narrativa do pugilista sugere uma resolução informal, mas decisiva, de um obstáculo burocrático complexo.
A credibilidade da história de Fury é sustentada pela conhecida amizade entre White e Trump. O presidente do UFC foi um notório apoiador político de Trump, discursando em convenções republicanas e beneficiando-se do apoio dos cassinos de Trump em eventos iniciais do UFC. Historiadores e analistas políticos já documentaram casos de Trump usando seu poder presidencial para favorecer aliados e pessoas com defensores influentes, adicionando plausibilidade à versão de Fury sobre o acesso privilegiado de White.
Além da controvérsia do visto, Dana White emergiu em outra frente na carreira de Fury: a promoção da luta contra Anthony Joshua. A Netflix anunciou que White, em colaboração com Turki Alalshikh, seria parte da promoção do evento, agendado para 11 de dezembro em Cardiff. No entanto, o promotor de Joshua, Eddie Hearn, contesta veementemente o envolvimento de White, alegando que os contratos existentes impedem tal participação, embora Fury tenha publicamente apoiado White nessa disputa.
Assim, Dana White se faz presente na trajetória recente de Tyson Fury de duas maneiras distintas: como o facilitador de seu retorno aos Estados Unidos e como um protagonista (ainda que controverso) na promoção de sua próxima luta de grande porte. A história de Fury oferece um vislumbre notável de como ele acredita que o acesso a figuras políticas de alto escalão pode operar nos bastidores do esporte.
Fonte original: https://www.lowkickmma.com/tyson-fury-dana-white-visa-usa-donald-trump/


