O presidente do UFC, Dana White, avaliou o desempenho do árbitro Herb Dean após a controversa interrupção da luta entre King Green e Esteban Ribovics no UFC 332, descrevendo o veterano como alguém que está enfrentando um período desafiador. Embora White tenha reconhecido as recentes controvérsias envolvendo Dean, ele se absteve de classificar a decisão específica em Salt Lake City como um erro flagrante, citando os múltiplos knockdowns sofridos por Green.
A luta em questão ocorreu no dia 3 de outubro, no Delta Center, em Salt Lake City, e viu Esteban Ribovics vencer King Green por nocaute técnico (TKO) aos 4 minutos e 8 segundos do primeiro round. Green foi atingido repetidamente por Ribovics no assalto inicial, caindo por três vezes antes da intervenção do árbitro para encerrar o combate.
Imediatamente após a interrupção, Green, um experiente lutador de 40 anos, manifestou sua insatisfação, argumentando que tinha condições de prosseguir. Ele revelou ter conversado com Dean antes do confronto, pedindo para que o árbitro o deixasse lutar até o fim, mesmo em momentos de grande dificuldade. A frustração do atleta era visível, apesar das imagens da luta indicarem uma base para a intervenção de Dean.
Ao analisar o ocorrido, Dana White não defendeu plenamente a decisão de Dean, mas também evitou considerá-la entre as piores interrupções prematuras do MMA. “Herb está tendo um ano difícil”, afirmou White. “Bobby [Green] estava ali… mas ele foi derrubado umas três vezes seguidas. Então, já vi interrupções piores.”
A interrupção da luta de Green soma-se a uma série de polêmicas envolvendo Herb Dean ao longo de 2026. Em setembro, ele esteve no centro de uma controvérsia no Dana White’s Contender Series, onde Ian Escuza desferiu uma joelhada ilegal em Luca Borando antes de finalizar o combate em 32 segundos. Apesar de as autoridades de Nevada terem mantido o resultado de TKO, White discordou publicamente, afirmando que a luta deveria ter sido declarada “sem resultado”.
Outro incidente notório ocorreu em junho no UFC Freedom 250, na vitória de Ciryl Gane sobre Alex Pereira. Pereira e seus apoiadores alegaram que Gane desferiu golpes ilegais na parte de trás da cabeça, sem advertência ou intervenção de Dean. O árbitro, por sua vez, defendeu sua interpretação da área ilegal como a nuca, e não toda a região posterior da cabeça, mantendo o resultado de TKO.
Essas situações levaram ex-campeões como Henry Cejudo e Dominick Cruz a questionar a falta de responsabilidade dos árbitros. Cejudo argumentou que as decisões dos oficiais afetam diretamente a saúde e os ganhos dos lutadores, defendendo consequências reais para os árbitros. Cruz ecoou a frustração, apontando que, enquanto lutadores perdem bolsas, rankings e oportunidades de título, os árbitros não enfrentam responsabilização pública comparável. Reclamações antigas, como as de Khabib Nurmagomedov sobre Conor McGregor no UFC 229, e alegações mais recentes de Andre Fili sobre golpes ilegais, também ressurgiram, intensificando o debate.
O revés para Ribovics encerrou a sequência de quatro vitórias de King Green, adicionando um capítulo à fase desafiadora de Herb Dean. A avaliação de Dana White, embora reconheça as dificuldades recentes do árbitro, considerou os múltiplos knockdowns um fator que tornou a interrupção da luta de Green mais defensável do que muitos fãs inicialmente sugeriram, sublinhando a complexidade das decisões de arbitragem no MMA.
Fonte original: https://www.lowkickmma.com/dana-white-herb-dean-rough-year-controversial/


