Apesar de uma votação histórica para uma candidata, a participação feminina na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) registrou um crescimento marginal nas últimas eleições. Carol Faria (MDB) conquistou um feito inédito, estabelecendo um novo recorde de votos para uma deputada estadual, mas o aumento geral de mulheres eleitas foi tímido, subindo de quatro para cinco cadeiras.
Carol Faria, que assumiu a candidatura de última hora após o falecimento de seu marido, o então deputado Amilton Filho (MDB), superou a marca de 109 mil votos. Este desempenho notável é atribuído não apenas à sua campanha, mas também ao legado político de Amilton, consolidando um marco eleitoral em meio a um cenário de estagnação na representação feminina no parlamento goiano.
Na legislatura anterior, eleita em 2022, quatro mulheres ocupavam assentos na Alego: Bia de Lima (PT), Rosângela Rezende (Agir), Vivian Naves (então filiada ao PP, hoje no Republicanos) e Zeli Fritsche (então no PRTB, agora no PSD). Para o próximo mandato, esse número se elevará para cinco parlamentares.
A nova bancada feminina será composta por Carol Faria, Bia de Lima — a única mulher a conseguir a reeleição —, Joscilene do Mangão (Agir), Graciele da Arte Trigo (Agir) e Kátia Maria (PT). Das que tentaram a recondução ao cargo, Rosângela Rezende e Vivian Naves não obtiveram sucesso, enquanto Zeli Fritsche buscou uma vaga na Câmara Federal, mas também ficou de fora.
Mesmo representando 53% do eleitorado goiano, as mulheres ocuparão apenas 12,19% das vagas na Assembleia Legislativa. Além das eleitas, outras candidatas tiveram votações expressivas, demonstrando a força do voto feminino, mas não alcançaram uma cadeira. Entre elas, destacam-se Débora Domingues (Podemos), com 18.179 votos; Nárcia Kelly (PP), com 17.655 votos; e Nayara Barcelos (Novo), com 16.423 votos.
Fonte original: https://diariodegoias.com.br/apesar-de-recorde-de-votos-participacao-feminina-na-alego-tem-avanco-timido/550017/



