Dólar despenca e opera abaixo de R$ 5 após resultado do primeiro turno eleitoral

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O mercado financeiro reagiu com intensidade nesta segunda-feira (5) aos desdobramentos do primeiro turno das eleições presidenciais, que confirmou a necessidade de um segundo turno. O dólar à vista registrou uma desvalorização expressiva, despencando mais de 4% e inaugurando o pregão abaixo da marca de R$ 5,00, cotado a R$ 4,9760.

Essa forte retração da moeda americana no cenário doméstico, que marcou uma queda de 4,61% em relação ao fechamento da última sexta-feira (2) em R$ 5,2165, contrasta com o desempenho internacional do dólar. Globalmente, o DXY – índice que mede a força da moeda frente a uma cesta de outras seis divisas – operava em alta de 0,30%, atingindo 102.233 pontos.

O principal catalisador para a movimentação no câmbio foi o resultado das urnas, que definiu a disputa pela Presidência entre Flávio Bolsonaro (PL), que obteve 47,03% dos votos válidos, e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 45,16%. Analistas de mercado interpretam uma possível vitória de Flávio Bolsonaro como a consolidação de uma agenda conservadora, percebida como mais favorável ao mercado, com expectativas de medidas como ajuste fiscal e uma potencial reforma da previdência. O foco agora se volta para a formação de alianças políticas para o segundo turno, agendado para 25 de outubro.

Em um plano secundário, o mercado também absorveu as projeções do Relatório Focus, divulgado pelo Banco Central. As expectativas dos economistas para a inflação medida pelo IPCA em 2026 foram elevadas pela terceira semana consecutiva, passando de 4,99% para 5,01%. Em contrapartida, a projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do mesmo ano registrou sua quarta queda seguida, ajustando-se de 1,86% para 1,85%. A previsão para o câmbio em 2026, contudo, permaneceu estável em R$ 5,20.

Fonte original: https://www.moneytimes.com.br/dolar-abertura-5-10-26-lils/