As articulações para a eleição da presidência da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) para o biênio 2027-2028 já agitam os bastidores políticos, com um bloco de 22 deputados defendendo um critério que pode redesenhar a disputa. O grupo propõe que o próximo dirigente da Casa seja um parlamentar com mandato na atual legislatura, um movimento que visa limitar as chances de novatos e daqueles que retornam ao parlamento estadual.
Embora a votação da Mesa Diretora esteja agendada apenas para fevereiro de 2027, as conversas e estratégias já envolvem representantes de partidos-chave como MDB, União Brasil, PP e PL. A base do governador Daniel Vilela (MDB) participa ativamente desses diálogos, que vão além da simples escolha de um nome, abrangendo também a distribuição de poder e a influência das bancadas no comando da Assembleia.
O MDB, detentor da maior bancada na Alego, concentra diversos interessados na cadeira principal. Entre os nomes já articulados internamente estão os deputados Cairo Salim, Charles Bento, Issy Quinan e Paulo Cezar Martins. A quantidade de postulantes dentro da mesma legenda sinaliza a necessidade de intensas negociações para a formação de um consenso, visando apresentar um candidato único capaz de ampliar o poder de barganha do partido e costurar alianças mais amplas.
Na federação União Brasil/Progressistas, outros parlamentares também se preparam para entrar na corrida. Destacam-se o líder do governo na Assembleia, Talles Barreto (União Brasil), além de Jamil Calife (PP), Wilde Cambão e Virmondes Cruvinel, ambos do União Brasil. A participação ativa de integrantes da base governista sublinha a relevância da escolha para a futura dinâmica entre o Poder Executivo e o Legislativo em Goiás.
O cenário fica ainda mais complexo com a possível entrada de figuras como o ex-presidente da Alego, Lissauer Vieira (PL), que não descarta seu envolvimento nas negociações, e o ex-prefeito de Rio Verde, Paulo do Vale, que foi eleito deputado estadual em 2026. Lissauer traz a experiência de ter comandado o parlamento goiano, enquanto Paulo do Vale chega com uma trajetória no Executivo municipal. Ambos representam variáveis que podem ser impactadas pela resistência manifestada por parte dos deputados em relação à ascensão de nomes sem a vivência da atual legislatura.
Atualmente, a disputa pela presidência da Alego carece de um consenso claro, e as articulações estão em sua fase inicial. O bloco de 22 parlamentares demonstra uma preferência pela experiência e continuidade na gestão, buscando estabelecer a vivência na atual legislatura como um fator decisivo. Nos próximos meses, a tendência é que as discussões se aprofundem em torno de apoios, da composição da Mesa Diretora e da distribuição de funções estratégicas, com o resultado final dependendo da capacidade dos pré-candidatos de construir maiorias e harmonizar os diversos interesses que permeiam o ambiente legislativo goiano.
Fonte original: https://www.jornalhoraextra.com.br/destaques/bloco-de-22-deputados-quer-barrar-novatos-na-disputa-pela-presidencia-da-alego



