Alerta em Goiânia: Casos de chikungunya disparam 189% mesmo com previsão de chuvas no inverno

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Cidade já superou o total de ocorrências de chikungunya de 2025 e Secretaria de Saúde pede reforço no combate ao Aedes aegypti.

Mesmo com a chegada do inverno em Goiânia, a capital goiana enfrenta um cenário preocupante: os casos de chikungunya explodiram, registrando um aumento de 189% no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior. A situação se agrava com a previsão de novas chuvas, intensificando o alerta para a população sobre a necessidade urgente de combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor também da dengue e zika.

O que aconteceu

Os números divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) são alarmantes. Até a 23ª semana epidemiológica de 2026, Goiânia confirmou 272 casos de chikungunya. Para se ter uma ideia do salto, em todo o ano de 2025, foram contabilizadas 163 ocorrências da doença. Isso significa que a capital já ultrapassou o total de casos do ano passado em menos de seis meses.

A dengue também mostra crescimento. Neste ano, foram 24.245 casos confirmados até o mesmo período, um acréscimo de 6% em relação aos 22.865 registrados na primeira metade de 2025. O Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas do Estado de Goiás (Cimehgo) prevê mais chuvas para os próximos dias, cenário que preocupa as autoridades de saúde.

O secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer, ressaltou a gravidade da situação da chikungunya. “Nosso principal alerta é em relação à chikungunya. Neste ano, já ultrapassamos o total de casos registrados em todo o ano de 2025”, afirmou, enfatizando que, embora os agentes de combate a endemias atuem com bombas costais e armadilhas, o apoio da população é decisivo para vencer essa batalha.

Impacto para a população

A proliferação do Aedes aegypti e o consequente aumento das arboviroses representam uma ameaça direta à saúde dos moradores de Goiânia. A prevenção é a ferramenta mais eficaz. A população precisa redobrar a atenção e adotar medidas simples, mas cruciais, para eliminar os focos do mosquito. Isso inclui manter caixas d’água e reservatórios sempre bem tampados, evitar o acúmulo de água em pneus, garrafas, vasos de plantas e outros recipientes expostos.

É fundamental também realizar a limpeza frequente de calhas, lajes e ralos, descartar corretamente materiais que possam juntar água e trocar diariamente a água de animais de estimação. Para quem tem piscina, a manutenção e tratamento adequados são essenciais. Além disso, permitir a entrada de agentes de combate a endemias, devidamente identificados, nas visitas domiciliares é uma medida protetora para toda a comunidade.

Em caso de sintomas como febre, dores no corpo, dor de cabeça, manchas avermelhadas na pele ou dores intensas nas articulações – especialmente características da chikungunya – a busca por uma unidade de saúde para avaliação médica é imprescindível. O diagnóstico rápido e o tratamento correto são cruciais para evitar o agravamento da doença e contribuir para o controle da sua transmissão na cidade.

Com a continuidade das chuvas, mesmo em um período que deveria ser mais seco, o desafio de manter a cidade protegida contra essas doenças se intensifica, exigindo a colaboração de todos.

Fonte: https://diariodegoias.com.br