Imagine a cena: um técnico de futebol mundialmente renomado, prestes a estrear em uma Copa do Mundo, não só domina a tática, mas também se comunica sem rodeios em várias línguas. Foi o que Carlo Ancelotti fez nesta semana, em sua primeira coletiva no comando da Seleção Brasileira, onde impressionou a todos ao exibir fluência em nada menos que cinco idiomas.
Antes do amistoso contra Marrocos, que marca sua estreia no torneio, Ancelotti conduziu a maior parte da coletiva em português, como já vem sendo de costume em seu primeiro ano à frente do Brasil. Mas a surpresa veio quando ele mudou de idioma conforme as perguntas chegavam.
O técnico respondeu em espanhol para repórteres latinos, trocou para o francês para um jornalista marroquino, e também se comunicou fluentemente em inglês. Por fim, não hesitou em falar em italiano ao comentar sobre o craque Neymar, demonstrando total domínio em cada um dos idiomas.
Trajetória na Europa e a valorização do aprendizado
Essa habilidade multilingue não é por acaso. A trajetória vitoriosa de Ancelotti por grandes clubes europeus contribuiu diretamente para o aprendizado e aprimoramento dessas línguas. Ele consolidou o espanhol durante as passagens pelo Real Madrid, em duas etapas de sucesso.
No Paris Saint-Germain, mergulhou no francês, enquanto as experiências no Chelsea e Everton garantiram o domínio do inglês. A fluência em italiano, sua língua materna, e o português, adquirido na convivência diária com a Seleção e o ambiente brasileiro, completam o quadro de um técnico verdadeiramente poliglota.
Para Ancelotti, a comunicação é fundamental. Em seu livro ‘Liderança Tranquila’, lançado em 2018, ele reforça a importância de estrangeiros se dedicarem a aprender o idioma local ao chegar a um novo clube ou país.
Ele escreve que esse esforço “permite ao jogador ter o melhor relacionamento com os companheiros e funcionários”, além de mostrar “comprometimento” em se adaptar e crescer no novo ambiente. A demonstração de Ancelotti vai além do campo, mostrando a importância da adaptação e da valorização cultural, qualidades que ele certamente espera ver replicadas em seus jogadores dentro e fora das quatro linhas.
Fonte: https://placar.com



