Apesar da reação negativa do mercado aos resultados do segundo trimestre de 2026, com queda nas ações, a Cosan (CSAN3) mantém o otimismo de analistas. Especialistas de instituições financeiras como BTG Pactual e Safra destacam o avanço na desalavancagem e a simplificação da estrutura corporativa, projetando um potencial de valorização que pode superar 170% para os papéis da companhia.
Nesta segunda-feira, 17 de junho, os investidores demonstraram cautela no pregão. Por volta das 11h45, as ações da Cosan registravam um recuo de 3,32%, sendo negociadas a R$ 3,20, em contraste com a percepção favorável da análise especializada.
A avaliação de bancos de investimento converge para pontos positivos no desempenho da Cosan. Analistas salientam, principalmente, a estabilização da dívida líquida da empresa e as iniciativas estratégicas para desburocratizar sua organização societária.
O BTG Pactual, em seu relatório, observou que a dívida líquida permaneceu estável, resultado do equilíbrio entre uma saída de caixa de R$ 708 milhões e uma entrada de R$ 654 milhões provenientes de dividendos e receitas financeiras. O banco prevê que a Cosan se aproxima de um cenário onde os fluxos de caixa de entrada poderão cobrir boa parte das obrigações com serviço da dívida e despesas administrativas.
Outro aspecto elogiado pelo BTG foi a redução de 36% nas despesas gerais e administrativas em comparação anual, um dos destaques do trimestre. Adicionalmente, o relatório apontou para avanços significativos na agenda corporativa, incluindo a deslistagem voluntária dos ADRs nos EUA, a nomeação de um novo diretor financeiro e a convocação de uma assembleia geral extraordinária para discutir a reestruturação societária da Radar e a subsequente incorporação da Radar II pela Cosan. A instituição reiterou a recomendação de compra para as ações, com um preço-alvo de R$ 8, indicando um potencial de valorização de aproximadamente 142% em relação ao valor de R$ 3,31 considerado no estudo.
Por sua vez, o Safra enfatizou a contínua evolução do processo de desalavancagem da companhia. Esse movimento foi impulsionado pelos recursos obtidos com o IPO da Compass e pela antecipação de pagamentos de dívidas. A Moove, subsidiária da Cosan, também recebeu menção positiva, registrando um EBITDA de R$ 475 milhões, valor que superou as expectativas do banco, apesar de uma ligeira queda de 6% em relação ao ano anterior.
Para os especialistas do Safra, a estratégia de simplificação da estrutura societária, combinada com a redução de custos, tem o potencial de gerar valor a longo prazo e fortalecer a tese de investimento da Cosan. O banco manteve sua recomendação de compra para CSAN3, elevando o preço-alvo para R$ 9, o que representa uma projeção de valorização de cerca de 172% com base na cotação de R$ 3,31 usada na análise.
Fonte original: https://www.moneytimes.com.br/cosan-csan3-pode-disparar-172-btg-e-safra-veem-potencial-na-acao-apos-balanco-ceci/



