Levantamento do Instituto Diagnóstico para a Acieg revela os primeiros citados espontaneamente para vagas na Alego e Câmara Federal.
O pleito de 2026 ainda parece distante, mas o cenário político em Goiás já começa a se desenhar, embora com um ingrediente crucial: a alta indecisão dos eleitores. Uma pesquisa recente do Instituto Diagnóstico, encomendada pela Associação Comercial e Industrial do Estado de Goiás (Acieg), revelou os primeiros nomes que vêm à mente dos goianos quando o assunto são as vagas para a Câmara Federal e a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). O levantamento, feito de forma espontânea, destaca que a maioria esmagadora da população ainda não tem um candidato.
O que aconteceu
Para as cadeiras no Congresso Nacional, o estudo apontou 46 diferentes nomes lembrados pelos eleitores. Entre eles, o deputado federal Rubens Otoni (PT), de Anápolis, aparece na oitava posição, com 4% das menções. Essa contagem considera apenas os votos válidos, ou seja, exclui os eleitores que se declararam indecisos, votaram em branco ou nulo. O dado mais chamativo, contudo, é que quase oito em cada dez goianos – precisamente 78,2% – ainda não sabem em quem votar para deputado federal.
Já na disputa por uma vaga na Alego, a indecisão é ainda maior, alcançando 80,3% dos eleitores. Para o legislativo estadual, o Instituto Diagnóstico listou 56 nomes citados espontaneamente. O único representante de Anápolis no top 10 dos mais lembrados é Antônio Gomide (PT), irmão de Rubens Otoni, que registrou 2,8% das menções válidas.
Entenda o caso
A pesquisa, conduzida pelo Instituto Diagnóstico e solicitada pela Acieg, buscou mapear a preferência espontânea dos eleitores goianos. Isso significa que os nomes foram citados livremente pelos entrevistados, sem a apresentação de uma lista prévia de candidatos. A metodologia do estudo utilizou como base de cálculo o total de 5.083.957 eleitores goianos.
O levantamento foi realizado entre os dias 15 e 18 de junho de 2026 e está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07435/2026, o que confirma sua validade para as eleições que se aproximam. A margem de erro estimada para os resultados é de 4,84 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança padrão.
Impacto para a população
Para a população de Goiás, os dados dessa pesquisa são um termômetro inicial do que esperar para 2026. A altíssima taxa de indecisão, que supera 78% tanto para a Câmara Federal quanto para a Alego, indica que a corrida eleitoral está em seu estágio mais embrionário. Isso significa que muitos nomes ainda podem surgir e que o cenário político tende a mudar consideravelmente nos próximos meses, à medida que os pré-candidatos intensificam suas articulações e campanhas.
A presença de figuras como Rubens Otoni e Antônio Gomide, ambos de Anápolis, mostra que alguns políticos já possuem um certo reconhecimento no estado, mesmo com a população ainda sem um voto definido. Para o eleitor, a mensagem é clara: o debate sobre os próximos representantes políticos está apenas começando, e há muito espaço para que novas propostas e perfis ganhem destaque antes do pleito.
Com a maioria dos goianos ainda sem um candidato definido, a expectativa é que o ritmo das discussões políticas se intensifique, com mais nomes se apresentando e buscando a atenção do eleitorado. Os próximos meses serão cruciais para que o cenário se consolide e os eleitores possam, de fato, escolher seus representantes para as próximas eleições.



