Goiânia inicia obra milionária para frear alagamentos na Marginal Botafogo

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A Prefeitura de Goiânia deu a largada em um projeto ambicioso para enfrentar os históricos alagamentos que infernizam motoristas e pedestres na Marginal Botafogo. A primeira de três grandes bacias de contenção começou a ser construída, com um investimento de R$ 40 milhões e promessa de armazenar 100 milhões de litros de água da chuva.

A obra, considerada uma das maiores ações de drenagem urbana na capital goiana, visa a reduzir drasticamente os transtornos causados pelas enchentes recorrentes, especialmente durante o período chuvoso. A iniciativa é um respiro para a população que depende da via e dos bairros vizinhos.

O que aconteceu

O pontapé inicial foi dado na construção da primeira bacia de contenção, localizada entre a Rua Nonato Mota e a Avenida 2ª Radial, bem perto do Jardim Botânico. Essa estrutura funcionará como um reservatório temporário gigante: em dias de aguaceiro forte, ela vai segurar o volume de água e liberá-lo aos poucos, evitando que a enxurrada chegue de uma vez no Córrego Botafogo e em seus afluentes.

Com R$ 40 milhões de investimento, a bacia terá capacidade para estocar o equivalente a 100 milhões de litros, uma medida fundamental para controlar o fluxo de água. O projeto prevê, no futuro, a construção de outras duas bacias, aumentando a capacidade total de armazenamento para 300 milhões de litros, que serão instaladas nas regiões do Viaduto Paulo Borges e do Polivocacional Araguaia.

Entenda o caso

O problema dos alagamentos na Marginal Botafogo não é novo. Ao longo das últimas décadas, a expansão desordenada da cidade e a impermeabilização do solo em bairros como Setor Bueno, Jardim América e Pedro Ludovico agravaram a situação. Isso significa que a água da chuva não tem para onde ir, sobrecarregando o sistema de drenagem existente e forçando todo o volume para a Marginal.

Mesmo com ações de limpeza de bocas de lobo e galerias, o volume de água que desce de áreas densamente urbanizadas é tanto que a Marginal não suporta. O resultado são inundações que bloqueiam o trânsito, causam prejuízos a moradores e comerciantes, além de colocar em risco a segurança das pessoas. A via já registrou desmoronamentos em alguns pontos, exigindo interdições e gerando ainda mais transtornos.

Essa primeira bacia é parte de um plano maior, que projeta investimentos entre R$ 300 milhões e R$ 400 milhões nos próximos anos para toda a bacia do Botafogo. Além das bacias, o plano inclui outras ações importantes, como adequações hidráulicas, limpeza contínua de galerias e a recuperação do córrego, pensando em soluções mais sustentáveis para o escoamento da água.

Impacto para a população

Para quem vive ou transita por Goiânia, a conclusão dessas obras pode significar o fim de um pesadelo que se repete a cada chuva forte. A expectativa é que o sistema integrado diminua significativamente os pontos críticos de alagamento, o que traria mais segurança para motoristas e pedestres.

Com menos inundações, o trânsito fluiria melhor, as interrupções diminuiriam e a infraestrutura urbana seria preservada, evitando danos ao asfalto e processos erosivos que custam caro aos cofres públicos. Outra frente do programa prevê a construção de cerca de 92 pequenas pontes, melhorando a mobilidade e oferecendo novas rotas para os goianienses.

A intenção é que esses investimentos preparem Goiânia para enfrentar os eventos climáticos extremos, tornando a cidade mais robusta e reduzindo os impactos das chuvas na vida diária de moradores, empresas e no funcionamento dos serviços públicos.