Goiânia em alerta: 21 casos de leishmaniose canina importados e centenas de suspeitas em investigação

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Goiânia acendeu um alerta sanitário neste ano ao registrar 21 casos confirmados de leishmaniose visceral canina, todos oriundos de outras localidades, enquanto 304 suspeitas da doença em cães estão sob investigação. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) enfatiza a importância da vigilância, especialmente durante a Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose, uma enfermidade que representa risco tanto para animais quanto para humanos.

A Vigilância em Zoonoses, vinculada à SMS, desempenha um papel crucial no enfrentamento da leishmaniose, monitorando áreas de risco e investigando cada notificação. Segundo a pasta, embora os 21 diagnósticos positivos em cães tenham sido de animais infectados fora da capital, Goiânia mantém um histórico positivo ao não registrar casos de transmissão canina dentro de seus limites desde 2015.

A preocupação se estende à população humana, com a SMS confirmando 21 casos de leishmaniose tegumentar e sete de leishmaniose visceral em pessoas neste ano. A doença é transmitida por um parasita veiculado pela picada do mosquito-palha, também conhecido como birigui ou tatuquira, quando infectado. É fundamental ressaltar que a leishmaniose não se propaga diretamente de pessoa para pessoa.

Existem duas principais formas da doença. A leishmaniose tegumentar é caracterizada por lesões cutâneas que podem afetar também as mucosas. Já a leishmaniose visceral é considerada mais grave, com potencial de comprometer órgãos vitais como o fígado e o baço, manifestando-se por sinais como febre prolongada, perda de peso, fraqueza, anemia e inchaço abdominal.

No ciclo da leishmaniose visceral, os cães doentes têm um papel significativo, pois podem servir como reservatórios do parasita, infectando mosquitos que, por sua vez, podem transmitir a doença a humanos. Por isso, as medidas preventivas incluem a limpeza de quintais e terrenos, eliminando folhas, frutos e outros resíduos orgânicos que possam atrair o mosquito-palha. Jennifer Caetano, gerente de Vigilância de Doenças e Agravos Transmissíveis da SMS, salienta a necessidade de procurar atendimento médico ao surgirem sintomas como feridas que não cicatrizam, febre persistente, emagrecimento ou fadiga, pois o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais para evitar o agravamento.

Moradores de Goiânia que tiverem dúvidas ou necessitem de informações sobre a leishmaniose canina podem contatar a Vigilância em Zoonoses através do WhatsApp, pelo número (62) 98208-9555.

Fonte original: https://diariodegoias.com.br/goiania-registra-21-casos-importados-de-leishmaniose-visceral-canina-em-2026-e-sms-faz-alerta/544025/