Goiânia acelera saúde de urgência: Terceira UPA tem licitação lançada em uma semana, com mais cinco prometidas

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Capital goiana inicia processo para três novas unidades e planeja mais cinco, com investimento de até R$ 240 milhões.

A rede de urgência e emergência de Goiânia está em processo de expansão acelerada. A Prefeitura lançou, nesta quinta-feira (2), a licitação para a construção de uma nova Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no Setor Moinho dos Ventos. Este é o terceiro anúncio de licitação para UPAs em apenas uma semana, parte de um plano ambicioso que prevê oito novas unidades até 2028, prometendo aumentar em mais de 100 mil os atendimentos mensais na capital goiana.

O que aconteceu

Os anúncios recentes da administração municipal começaram com a UPA Campinas, localizada na Cidade Jardim, seguida pela UPA da Região Noroeste, no Setor Cândida de Morais. A terceira unidade, para a Região Oeste, no Moinho dos Ventos, teve sua licitação iniciada nesta quinta-feira. O prefeito Sandro Mabel (MDB) confirmou, durante o lançamento da UPA Oeste, o plano de construir oito UPAs, com entregas estimadas para o início de 2028.

Além das UPAs, o prefeito mencionou a intenção de construir mais de 23 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em diversas regiões da cidade. O processo para a UPA Oeste, por exemplo, deve levar cerca de quatro meses apenas na fase de licitação, com a obra em si estimada entre 12 e 14 meses. Mabel garantiu que a seleção das empresas responsáveis pelas construções será rigorosa, verificando histórico e evitando problemas como obras paradas.

O investimento total previsto para as oito novas UPAs pode chegar a R$ 240 milhões nos próximos 18 meses. Cada unidade custará cerca de R$ 17 milhões para a construção e mais R$ 6 a 7 milhões em equipamentos, totalizando aproximadamente R$ 26 milhões por UPA. O secretário municipal de Saúde, Luiz Gaspar Pellizzer, destacou que as novas unidades seguirão um modelo modernizado de atendimento, diferente do projeto original do Ministério da Saúde de 2014, buscando um fluxo único para o paciente, sem cruzamentos.

A viabilização desses projetos conta com apoio de emendas parlamentares. Para a UPA Oeste, a deputada federal Flávia Morais (MDB) destinou R$ 9 milhões, já disponíveis na conta da Prefeitura. As outras duas UPAs já anunciadas receberam emendas dos senadores Vanderlan Cardoso e Ismael Alexandrino (ambos do PSD), com complementação de recursos da própria prefeitura e do Ministério da Saúde.

Entenda o caso

Atualmente, Goiânia conta com 12 Unidades de Pronto Atendimento em funcionamento, responsáveis por cerca de 120 mil atendimentos de urgência e emergência por mês. Com a adição das oito novas unidades, a estimativa é que a capacidade de atendimento na capital goiana seja ampliada em mais de 100 mil procedimentos mensais, um aumento substancial para a rede pública de saúde.

A expansão visa preencher o que o secretário de Saúde, Luiz Gaspar Pellizzer, chamou de ‘vazio assistencial’ em áreas que vêm crescendo rapidamente. A Região Oeste, por exemplo, onde será construída uma das novas UPAs, tem projeção de saltar de 250 mil para 400 mil habitantes nas próximas décadas, tornando-se uma das regiões de maior crescimento em Goiânia. Esse crescimento demanda uma infraestrutura de saúde compatível para atender à demanda da população.

Impacto para a população

Para a população de Goiânia, a chegada das novas Unidades de Pronto Atendimento significa um alívio importante no acesso aos serviços de urgência e emergência. O aumento da capacidade de atendimento e a distribuição das unidades em regiões estratégicas, especialmente as em crescimento, tendem a reduzir a sobrecarga nos hospitais e UPAs existentes. Isso pode se traduzir em menor tempo de espera e mais agilidade nos cuidados médicos para quem busca socorro rápido.

As novas UPAs, com seu design modernizado e fluxo otimizado de atendimento, prometem uma experiência mais eficiente para os pacientes. A construção de unidades mais próximas dos bairros populosos também facilita o deslocamento e garante que moradores de áreas hoje desassistidas tenham acesso facilitado a serviços essenciais de saúde, melhorando diretamente a qualidade de vida e a segurança sanitária da capital.

A expectativa é que, com a conclusão dessas obras, a rede de saúde de Goiânia esteja mais preparada para atender à demanda crescente da população, oferecendo um serviço mais eficiente e acessível para todos os goianienses.

Fonte: https://diariodegoias.com.br