Uma força-tarefa interinstitucional, composta pela Prefeitura de Goiânia, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Goiás (Crea-GO) e o Tribunal de Contas dos Municípios do Estado de Goiás (TCM-GO), será responsável por definir o destino final do viaduto da Avenida Leste-Oeste com a Avenida Castelo Branco. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (7) pelo prefeito Sandro Mabel (UB) durante a liberação de uma das pistas laterais do complexo viário ao tráfego.
A iniciativa de formar a mesa técnica visa buscar uma solução definitiva para a estrutura. A primeira reunião, com a presença do prefeito e representantes das instituições, estava prevista para o final da manhã desta sexta-feira, focando em aspectos técnicos da construção.
Pela manhã, Mabel liberou a pista lateral do viaduto no sentido Centro-Bairro, adjacente à Avenida Castelo Branco. A expectativa é que a segunda via lateral seja concluída e aberta ao tráfego em até 60 dias.
Segundo o prefeito, a gestão municipal está empenhada no reforço estrutural do viaduto, com base em estudos técnicos, para garantir a segurança da obra e a fluidez no trânsito local. Mabel ressaltou o impacto positivo para a população da Região Oeste, que terá um deslocamento mais eficiente para o centro e vice-versa. Ele destacou que a decisão de abrir as vias laterais, apoiada por uma consulta online com cerca de 300 mil respostas, é “definitiva” e não provisória, prometendo fim aos transtornos no cruzamento graças a semáforos sincronizados.
O diretor de Execução de Obras Públicas da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana (Seinfra), Vinicius Tadeus, informou que os trabalhos seguem o cronograma em quatro etapas. Estas incluem a remoção e relocação de galerias pluviais, terraplenagem, pavimentação e, por fim, a implantação da sinalização semafórica pela Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito.
Tarcísio Abreu, secretário municipal de Engenharia de Trânsito, garantiu que os ajustes semafóricos visam ampliar a segurança e a capacidade da via, adaptando o trânsito às novas configurações. Ele pontuou que o complexo, que deveria estar pronto há tempos, teve suas “mudanças necessárias” realizadas pela atual gestão, prometendo um trajeto mais rápido e tranquilo para quem utiliza a Leste-Oeste.
Iniciada em 2023 pela gestão anterior, a construção do viaduto foi paralisada em julho de 2024. A atual administração, ao assumir, realizou estudos técnicos para avaliar a condição da estrutura. Permanece em aberto a discussão sobre a responsabilidade e o ônus financeiro da deterioração precoce de um empreendimento que, sequer concluído, já apresenta visíveis comprometimentos estruturais.



