Os médicos plantonistas do Hospital Urológico Puigvert, em Goiânia, decidiram cruzar os braços e entrar em greve por tempo indeterminado a partir deste sábado (30). A paralisação acontece por um motivo grave: os profissionais estão com os salários atrasados há quase cinco meses, uma situação que impacta diretamente a vida de dezenas de famílias e a rotina do atendimento na unidade, que é credenciada ao SUS.
A decisão de parar foi tomada em uma assembleia geral realizada na última segunda-feira (25). Segundo o Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (SIMEGO), que representa a categoria, os pagamentos estão em atraso desde janeiro deste ano.
A presidente do SIMEGO, Franscine Leão, informou a direção do hospital, o Conselho Regional de Medicina de Goiás (CREMEGO) e o Ministério Público do Trabalho (MPT-GO) sobre a paralisação. O objetivo é buscar uma solução para o impasse e garantir que os médicos recebam o que lhes é devido.
Pacientes do SUS podem ser afetados
Até o momento, a direção do Hospital Puigvert não se manifestou sobre a greve nem apresentou propostas para regularizar a situação dos salários. Nossa reportagem tentou contato com a unidade nesta sexta-feira (29) para entender o impacto da paralisação nos atendimentos, mas não houve retorno.
É importante lembrar que, apesar de ser um hospital particular, o Puigvert também atende pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) em Goiânia e região. A greve, portanto, pode trazer transtornos para quem busca atendimento pela rede pública.
Mesmo com a paralisação, o SIMEGO garantiu que os atendimentos de urgência e emergência serão mantidos. A medida segue a legislação vigente, que assegura o mínimo de funcionamento para casos graves e que não podem esperar.
Precarização do trabalho na saúde
Para o sindicato, a situação enfrentada pelos médicos do Hospital Urológico reflete um problema maior na saúde: a precarização das condições de trabalho. O SIMEGO aponta para vínculos frágeis, o excesso de contratos como pessoa jurídica (pejotização) e a insegurança nos pagamentos como desafios crescentes na medicina.
A paralisação continua por tempo indeterminado, e os médicos só devem retornar às atividades após o pagamento integral dos salários atrasados. A expectativa agora é de que as negociações avancem para que a situação seja resolvida o mais rápido possível, evitando maiores prejuízos para profissionais e pacientes goianos.
Fonte: https://diariodegoias.com.br



