O Ibovespa futuro registrava leve queda na manhã desta quarta-feira, com os investidores em compasso de espera pela “Super Quarta” de decisões monetárias nos Estados Unidos e no Brasil. Em um dia de volatilidade, o dólar à vista operava em baixa frente ao real, enquanto o petróleo desvalorizava no mercado internacional e um indicador da atividade econômica brasileira decepcionava o mercado.
Após iniciar o pregão em território positivo, o contrato futuro do Ibovespa (INDFUT) inverteu a tendência, negociado a 188.350 pontos, com uma retração de 0,07%. Na contramão do índice DXY, que mede a força do dólar ante uma cesta de moedas globais e exibia valorização de 0,09%, a moeda americana recuava no cenário doméstico, cotada a R$ 5,1502, com desvalorização de 0,10%.
A atenção dos agentes de mercado concentra-se nas iminentes deliberações sobre taxas de juros. Nos Estados Unidos, a expectativa predominante é de um aumento de 25 pontos-base pelo Federal Reserve, elevando a taxa básica para a faixa de 3,75% a 4%. No Brasil, por sua vez, o Comitê de Política Monetária (Copom) deve anunciar um corte de mesma magnitude na Selic, projetando-a para 13,75%. Analistas da Monte Bravo destacam que, com essas decisões amplamente precificadas, o foco principal recai sobre a comunicação e as sinalizações futuras dos bancos centrais.
No âmbito doméstico, dados divulgados pelo Banco Central revelaram uma contração da atividade econômica em julho. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), frequentemente utilizado como prévia do Produto Interno Bruto (PIB), recuou 0,2% em termos dessazonalizados na comparação mensal, superando a expectativa de retração de 0,10% apontada por pesquisa da Reuters. Apesar da queda mensal, o indicador registrou crescimento de 1,1% em relação ao mesmo período do ano anterior e uma expansão de 1,5% no acumulado de 12 meses, em dados não dessazonalizados.
O mercado de commodities também apresentava um cenário de baixa. Embora o petróleo Brent e WTI ainda se mantivessem acima da marca de US$ 100 o barril, ambos perdiam força, distanciando-se do patamar de US$ 110. O barril de Brent para novembro registrava queda de 1,46%, negociado a US$ 107,16, enquanto o WTI para outubro cedia 2,14%, a US$ 103,56. A desvalorização da commodity acompanhava o declínio dos títulos do Tesouro norte-americano (Treasuries), após o papel de 10 anos ter alcançado a máxima em 19 anos recentemente.
Fonte original: https://www.moneytimes.com.br/ibovespa-futuro-16-9-26-apsa/



