O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, iniciou o pregão desta terça-feira (11) em discreta valorização, refletindo o desempenho dos mercados internacionais e a alta dos preços do petróleo. O dia foi marcado pela atenção dos investidores a novos dados de inflação, à ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e a balanços corporativos.
Por volta das 10h10 (horário de Brasília), o índice operava com uma leve alta de 0,03%, alcançando 172.226,97 pontos. No mercado de câmbio, o dólar à vista registrava queda frente ao real, seguindo a tendência de outras moedas estrangeiras. No mesmo horário, a divisa norte-americana era negociada a R$ 5,1019, com recuo de 0,17%. O DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis moedas fortes, apresentava uma leve baixa de 0,01%, atingindo 99.804 pontos.
Cenário de Inflação e Decisões Monetárias
A inflação oficial no Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mostrou desaceleração em julho, com alta de 0,07% após o avanço de 0,16% no mês anterior, ficando ligeiramente acima das expectativas do mercado. No acumulado de 12 meses, o IPCA subiu 4,44%, mantendo-se abaixo do teto da meta estabelecida pelo Banco Central (BC).
Já o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), conhecido como a “inflação do aluguel”, registrou alta de 0,26% na primeira prévia de agosto, revertendo a queda de 0,39% observada na primeira prévia de julho. Esse movimento foi impulsionado pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M), que passou de -0,66% para 0,28%. Contudo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) perdeu força, recuando de 0,01% em julho para -0,09% em agosto. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) acelerou para 0,75% na primeira prévia de agosto, após 0,69% na leitura anterior.
A ata da última decisão do Copom, que resultou na redução da taxa Selic para 14% ao ano, apontou que a atividade econômica segue uma trajetória de moderação, em linha com o esperado. O colegiado reiterou a importância da política fiscal, destacando seus efeitos sobre a demanda agregada no curto prazo e a influência da percepção sobre a sustentabilidade da dívida no prêmio de risco da curva de juros a longo prazo. O Banco Central também manifestou preocupação com a possível desancoragem das expectativas de inflação.
Tensões Geopolíticas e Preços do Petróleo
No cenário internacional, um pequeno navio de carga foi atacado por rebeldes houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, no Estreito de Bab el-Mandeb. O incidente resultou na morte de três tripulantes e acentuou as incertezas sobre o destino dos demais. Esse evento, somado aos impasses entre Irã e Estados Unidos nas negociações para a reabertura do Estreito de Ormuz, impulsionou os preços do petróleo.
Por volta das 10h (horário de Brasília), o contrato mais líquido do Brent para outubro subia 0,42%, cotado a US$ 88,09 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. O contrato do petróleo West Texas Intermediate (WTI) para setembro avançava 0,58%, negociado a US$ 82,61 o barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), nos EUA.
Destaques Corporativos
A varejista online de fast-fashion Shein planeja lançar sua oferta pública inicial (IPO) em Hong Kong na próxima quarta-feira, segundo fontes familiarizadas com o assunto. A empresa, sediada em Singapura, tem promovido a oferta de ações junto a investidores ao longo desta semana.
Entre as recomendações de day trade, a Ágora indicou a compra de ações da Azzas (AZZA3) e a venda de Copasa (CSMG3), visando um ganho potencial de até 1,49% nesta terça-feira.
Fonte original: https://www.moneytimes.com.br/ibovespa-5-coisas-11-8-26-lils/



