Um jornalismo que faz a diferença na vida das pessoas foi reconhecido em nível nacional. Beatriz Arcoverde, jornalista da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), acaba de receber o prêmio “Aliada dos Raros” por seu trabalho dedicado a dar visibilidade às pessoas com doenças raras e deficiência.
A honraria, entregue pelo Instituto Vidas Raras, celebra a importância de pautar quem muitas vezes vive em silêncio. A editora da Radioagência Nacional foi reconhecida, em especial, pela atuação no podcast VideBula, que traz à tona as dificuldades e os direitos desses grupos.
O impacto de um jornalismo inclusivo
Beatriz Arcoverde destacou a relevância de seu trabalho para a causa. “O prêmio é o reconhecimento de um esforço para mostrar as dificuldades e os direitos das pessoas com doenças raras ou deficiência. É fundamental que a sociedade entenda que essas pessoas não são a doença, elas são muito mais: são cidadãos que trabalham, têm suas vidas e convivem com a doença rara.”
A jornalista ressalta a necessidade de mais conscientização e apoio a essa luta, que muitas vezes é solitária. Para ela, o jornalismo tem um papel essencial em tornar visíveis as realidades e as batalhas diárias desses indivíduos.
Reconhecimento vai além da vencedora
Além de Beatriz, outras duas profissionais da EBC foram finalistas na categoria “Jornalistas Raras”: Patrícia Serrão e Raíssa Saraiva. Elas também atuam no podcast VideBula e foram destacadas por cobrir a causa e, ao mesmo tempo, viverem os desafios do diagnóstico, tratamento e inclusão, transformando a própria experiência em ferramenta de jornalismo e mobilização.
Roseli Cizotti, representante do Instituto Vidas Raras, explicou a dimensão da premiação. Segundo ela, o prêmio “fortalece a representatividade das doenças raras, mostra histórias reais de superação, e combate a invisibilidade e o preconceito. Essas mulheres criaram caminhos e lugares seguros para que outros pudessem se apoiar”.
A cerimônia homenageou 15 vencedoras e 5 personalidades, incluindo ativistas, cuidadoras, médicas, pesquisadoras e artistas que encontraram um novo significado em suas vidas com doenças raras. O evento reforça a importância da inclusão e da representatividade em todas as esferas da sociedade, inspirando o jornalismo a olhar para essas pautas com ainda mais atenção em todo o país, inclusive em regiões como Goiás e o Centro-Oeste.



