Mercados Globais Se Dividem em Início de Semana, Focados em Balanços e Questões Energéticas

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As principais bolsas de valores internacionais iniciaram a semana sem uma direção única, com investidores dividindo a atenção entre a iminente temporada de resultados corporativos e as tensões geopolíticas que impactam o setor de energia. Enquanto o mercado brasileiro permanece fechado nesta segunda-feira (12) devido a um feriado nacional, o cenário global reflete cautela e expectativa.

Na Europa, os indicadores mostraram um viés positivo. O índice pan-europeu Stoxx 600 registrava alta de 0,48% por volta das 6h25 (horário de Brasília), impulsionado notadamente pelo desempenho do setor bancário, que avançava 1,4%. O Ibex 35 espanhol, com forte presença de instituições financeiras, destacou-se com ganho de 0,80%. Outras bolsas importantes como Londres (0,56%), Frankfurt (0,53%), Milão (0,70%), Paris (0,16%) e Lisboa (0,18%) também operavam em alta.

A expectativa para a temporada de balanços corporativos começa a ganhar força. Na Europa, a gigante francesa de luxo LVMH está programada para divulgar seus resultados trimestrais após o fechamento do mercado parisiense. Nos Estados Unidos, a atenção se voltará para as grandes instituições financeiras como JPMorgan e Citigroup, cujos balanços iniciarão a temporada de resultados no país nos próximos dias, em um mercado futuro que demonstra sinais mistos.

Já na Ásia, o panorama foi mais heterogêneo. O índice Kospi, da Coreia do Sul, apresentou a maior queda, recuando 3,65% após um feriado. Em contraste, o Hang Seng de Hong Kong avançou 0,25%, enquanto o Taiex de Taiwan teve uma leve baixa de 0,02%. Na China continental, os mercados fecharam em declínio, com Xangai e Shenzhen registrando quedas de 0,43% e 1,79%, respectivamente. O Japão não teve negociações por feriado. A bolsa australiana, na Oceania, se destacou positivamente, fechando em alta de 0,76%.

O noticiário internacional também reverberou nos mercados, com foco nos desdobramentos da política externa norte-americana. O ex-presidente Donald Trump anunciou um acordo para a compra de diesel russo, visando, segundo ele, a contenção dos preços dos combustíveis antes das eleições de meio de mandato nos EUA. Trump também mencionou um suposto consenso entre Rússia e Ucrânia para cessar ataques à infraestrutura energética, sem fornecer detalhes.

Essas questões geopolíticas tiveram impacto nos mercados de commodities. Após flutuações iniciais, o preço do petróleo voltou a subir, com o Brent avançando cerca de 1% no início do dia, enquanto investidores acompanham os possíveis efeitos do acordo envolvendo energia russa e o andamento das negociações entre Moscou e Kiev.

Fonte original: https://www.moneytimes.com.br/bolsas-internacionais-exterior-tenta-firmar-tom-positivo-com-balancos-mas-custos-de-energia-preocupam-rens/