Mercados sob Tensão: Ibovespa Futuro Recua e Dólar Sobe com Imposição de Novas Sanções dos EUA ao Irã

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O mercado financeiro brasileiro abriu a segunda-feira (24) em compasso de espera e cautela, influenciado por tensões geopolíticas internacionais. O Ibovespa futuro (INDFUT) registrava um declínio de 0,28% na abertura, atingindo 173.570 pontos, refletindo o pessimismo global diante da expectativa de novas e severas sanções econômicas dos Estados Unidos contra o Irã. Em contrapartida, o dólar à vista demonstrou força, abrindo o pregão cotado a R$ 5,1469 e, minutos depois, alcançando a máxima intradiária de R$ 5,1524, com alta de 0,14%.

A pauta internacional é dominada pela escalada da retórica entre Washington e Teerã. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, utilizou as redes sociais para descrever esta segunda-feira como um “Dia D econômico”, antecipando “a maior ofensiva financeira já orquestrada contra um adversário”. Na semana anterior, Bessent já havia declarado a intenção americana de “colapsar” a República Islâmica com as “sanções mais duras da história”. Curiosamente, apesar do aumento da tensão, os preços do petróleo registravam queda nas primeiras horas do dia: o Brent para outubro recuava 1,50%, para US$ 91,27 o barril, e o WTI para outubro caía 1,84%, cotado a US$ 85,45 o barril. No pré-mercado, os futuros de Wall Street também operavam em território negativo, com o S&P 500, Dow Jones e Nasdaq Futuro indicando quedas.

No cenário doméstico, as atenções se voltam para a corrida eleitoral. Recentes pesquisas de intenção de voto apontam um cenário apertado para um eventual segundo turno presidencial. O Datafolha, divulgado na última sexta-feira (21), mostrou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 47% e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 43%, configurando um empate técnico. A pesquisa BTG Pactual/Nexus, divulgada hoje, corroborou a proximidade, indicando Lula com 46% e Bolsonaro com 45% das intenções, uma leve alteração em relação à semana anterior. O mercado também aguarda as sabatinas dos candidatos à Presidência promovidas pela Rede Globo após o Jornal Nacional, com Romeu Zema (Novo) sendo o primeiro entrevistado nesta segunda-feira.

Outros pontos de interesse doméstico incluem o avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa pôr fim à escala de trabalho 6×1. O projeto ganhou um relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, mas sua tramitação permanece incerta devido ao calendário legislativo apertado. Na agenda de indicadores econômicos, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) de agosto está previsto para ser divulgado na próxima quarta-feira (26), seguido pela Pnad Contínua na quinta-feira (27) e os dados do Caged na sexta-feira (28).

No exterior, além das tensões geopolíticas, a curva de juros nos Estados Unidos segue no radar dos investidores. Informações divulgadas pela CNBC indicam que o Tesouro americano planeja utilizar sua Conta Geral, de quase US$ 1 trilhão, para financiar recompras de títulos de longo prazo (Treasuries). A intenção de dobrar o volume de recompras, anunciada na semana passada, visa aumentar a liquidez do mercado e é vista como uma tentativa do governo de aliviar a pressão sobre a curva de juros.

Fonte original: https://www.moneytimes.com.br/ibovespa-futuro-24-8-26-lils/