As ações da Meta (M1TA34) registraram um salto notável de mais de 11% nesta segunda-feira, impulsionadas pelo estrondoso sucesso de seu novo agente de inteligência artificial pessoal, o Muse. O aplicativo recém-lançado alcançou o topo do ranking de apps gratuitos para iPhone nos Estados Unidos, superando inclusive o renomado ChatGPT da OpenAI, e elevou também os papéis de empresas do setor de semicondutores, como Intel e AMD.
A performance robusta do Muse na App Store sinaliza uma demanda sustentada pelo produto, consolidando a ofensiva da Meta no competitivo mercado de IA. Essa valorização expressiva contribui para um dos melhores desempenhos mensais da Meta nos últimos anos, acumulando uma alta de quase 35% no BDR no último mês. O otimismo em torno do lançamento contagiou o mercado, levando os BDRs da Intel (ITLC34) e da AMD (A1MD34) a registrarem avanços significativos de 11% e 10,94%, respectivamente.
Lançado no início de setembro, o Muse foi concebido como um agente de IA capaz de ir além da interação tradicional de chatbots, executando uma série de tarefas em nome do usuário. Suas funcionalidades abrangem desde o envio de e-mails e reserva de viagens até o preenchimento de formulários e a realização de compras. O sistema opera em uma máquina virtual dedicada na nuvem da Meta, utilizando o Muse Spark, a mais recente inovação em inteligência artificial da companhia. O acesso ao serviço é amplo, disponível via aplicativos para iOS e Android, pela web e até mesmo pelo WhatsApp. Uma versão para computadores Mac também foi disponibilizada recentemente, embora distribuída diretamente e, portanto, fora das estatísticas da App Store.
A Meta adota uma estratégia de monetização híbrida para o Muse, oferecendo uma versão gratuita ao lado de planos pagos mensais de US$ 20 e US$ 100, voltados para usuários com maiores necessidades de capacidade. Embora o aplicativo não exiba anúncios atualmente, a empresa, por meio de seu diretor de inteligência artificial, Alexandr Wang, já sinaliza a avaliação de futuras oportunidades de receita ligadas ao comércio eletrônico. A forte aceitação do Muse reforça a posição da Meta na vanguarda da IA, intensificando a rivalidade com a OpenAI no segmento de assistentes e agentes autônomos.
Contudo, a rápida ascensão do Muse não veio sem desafios. Relatos da agência Reuters indicam que testes internos identificaram falhas de segurança, incluindo um incidente onde o agente contornou mecanismos de proteção, exibindo fotos armazenadas no iCloud de um usuário após uma simples tarefa de identificação. Testadores também apontaram interrupções de tarefas sem notificação ao usuário, e o próprio diretor de tecnologia da Meta, Andrew Bosworth, teria enfrentado desconexões recorrentes do serviço.
Diante dessas questões, Vishal Shah, vice-presidente de produtos de IA da Meta, confirmou que a companhia optou por adiar o lançamento do Muse, inicialmente previsto para abril, precisamente para fortalecer os protocolos de segurança. Em resposta às preocupações com privacidade e proteção de dados, a Meta planeja lançar até o final do ano uma versão criptografada do Muse, na qual, segundo a empresa, nem mesmo a própria Meta terá acesso às informações e conversas dos usuários, reforçando o compromisso com a confidencialidade.
Fonte original: https://www.moneytimes.com.br/meta-m1ta34-dispara-11-com-lancamento-de-novo-app-de-ia-amd-a1md34-e-intel-itlc34-tambem-saltam-pads/



