O preço do ouro fechou em alta nesta quarta-feira (2), interrompendo uma sequência de três sessões de queda e retomando o patamar de US$ 4.400 por onça-troy. O contrato mais líquido do metal precioso encerrou o dia cotado a US$ 4.414,6 na Comex, a divisão de metais da bolsa de Nova York, marcando uma recuperação após um período de perdas.
Na Comex, o ouro para entrega em dezembro registrou valorização de 0,41%. A prata, também para dezembro, acompanhou o movimento de alta, avançando 0,15% e atingindo US$ 65,46 por onça-troy. O mercado segue monitorando a evolução dos preços do petróleo e suas potenciais repercussões na política monetária do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, bem como os impactos desses fatores sobre o dólar e os rendimentos dos títulos do Tesouro (Treasuries).
A recente valorização dos metais preciosos ocorre após um período de intensa desvalorização. Segundo análise da Sucden Financial, o fortalecimento do dólar e a elevação nos rendimentos dos Treasuries de 10 anos haviam acelerado um movimento de realização de lucros, impactando fortemente os preços. Apesar da modesta recuperação observada, a dinâmica geral dos preços dos metais ainda é considerada fraca pela corretora.
Para o ouro, a manutenção acima de US$ 4.400 por onça é crucial para uma estabilização, enquanto a incapacidade de sustentar o nível de US$ 4.350 poderia sinalizar uma correção mais acentuada. Já a prata, considerada mais vulnerável após uma queda mais expressiva, precisaria de uma recuperação acima de US$ 66 por onça para retomar seu ímpeto, avalia a Sucden Financial.
O mercado agora volta suas atenções para o relatório de emprego dos EUA, a ser divulgado na sexta-feira. A expectativa é que este dado defina os próximos passos: um novo aumento nos rendimentos dos títulos pode pressionar os metais preciosos, enquanto dados mais fracos do mercado de trabalho poderiam atrair novos compradores, projeta a Sucden Financial.
Em um sinal que pode influenciar as expectativas para o relatório oficial, o setor privado dos Estados Unidos criou apenas 38 mil empregos em agosto, conforme dados divulgados hoje pela ADP. Esse número ficou abaixo da projeção dos analistas, que esperavam a geração de 46,5 mil postos de trabalho no período.
Fonte original: https://www.moneytimes.com.br/ouro-2-9-26-apsa/



