Ouro Recupera Terreno Impulsionado por Bancos Centrais, Mas Temor de Juros e Dólar Forte Contêm Ganhos

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O mercado de ouro registrou uma leve recuperação nesta terça-feira, com o metal precioso encerrando o pregão em alta modesta. A valorização foi principalmente impulsionada pela demanda consistente de bancos centrais e pela cobertura de posições vendidas após perdas recentes. No entanto, os ganhos foram significativamente limitados pelas crescentes preocupações dos investidores com a perspectiva de taxas de juros mais elevadas nos Estados Unidos e a força contínua do dólar americano.

Na Comex, a divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato de ouro para entrega em dezembro avançou 0,27%, fechando a US$ 4.179,70 por onça-troy. Este resultado marca um contraste com a sessão anterior, quando o ouro atingiu o menor patamar em sete semanas.

Apesar da alta momentânea, o ouro permaneceu sob pressão devido ao temor de novas elevações de juros nos EUA. O aumento dos preços dos combustíveis alimentou a leitura de que o Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano, poderia ser levado a subir sua taxa básica na próxima reunião, agendada para outubro. Adicionalmente, a valorização do dólar, que testou máximas de vários meses, também pesou sobre o metal. A moeda americana foi fortalecida pela volatilidade no mercado de petróleo e pela ascensão dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA.

Analistas do Erste Group destacam que, embora as compras de ouro por bancos centrais devam se manter em níveis elevados, elas dificilmente serão suficientes para provocar um salto expressivo nos preços. Eles alertam para um ambiente de alta incerteza, que abre espaço para incrementos adicionais nas taxas de juros americanas.

Em um contexto geopolítico relacionado, o jornal The New York Times noticiou que o então presidente dos EUA, Donald Trump, estaria voltando sua atenção para o ouro venezuelano. A reportagem, publicada após a imposição de controles sobre as exportações de petróleo da Venezuela, sugeriu uma aproximação de Washington a uma indústria marcada pela criminalidade, a mesma que o governo americano dizia combater ao buscar a prisão de Nicolás Maduro.

No mercado de outros metais preciosos, a prata para entrega em dezembro teve um desempenho negativo, registrando queda de 0,92% e fechando a US$ 61,15 por onça-troy.

Fonte original: https://www.moneytimes.com.br/ouro-29-9-26-lils/