Mudanças sutis na rotina dos animais indicam estresse térmico antes mesmo de afetar a produção, alertando criadores de gado.
Pequenas alterações no modo como o gado se movimenta ou interage com o ambiente são um sinal crucial para pecuaristas, especialmente em regiões quentes como o Centro-Oeste brasileiro. Observar se os animais buscam sombra, se aglomeram perto de bebedouros ou procuram ventilação pode indicar que o conforto térmico na fazenda está comprometido, muito antes que a produtividade comece a cair.
O que aconteceu
Estudos e práticas de manejo animal mostram que o comportamento do boi é um termômetro natural para o bem-estar e a saúde do rebanho. Se o gado passa a procurar mais sombra do que o habitual, permanece por mais tempo próximo aos bebedouros ou busca locais com maior circulação de ar, esses são indicativos de que os animais estão tentando se refrescar. Tais sinais são vitais porque aparecem antes de consequências mais graves, como a redução no ganho de peso, na produção de leite ou na fertilidade.
Entenda o caso
O conforto térmico é fundamental para a pecuária, principalmente em estados como Goiás, onde as altas temperaturas são comuns em grande parte do ano. O estresse por calor afeta o metabolismo dos animais, aumentando a temperatura corporal e exigindo maior gasto de energia para regular o corpo. Isso se traduz em menos energia disponível para a produção, seja de carne ou leite. O manejo térmico adequado inclui fornecer sombra, água fresca e abundante, além de ventilação, buscando manter os animais em uma zona de conforto para otimizar a produtividade e a saúde.
Impacto para a população
Para os produtores rurais de Goiás e de todo o Brasil, a capacidade de identificar precocemente o estresse térmico no rebanho representa uma economia significativa. Ao agir rapidamente para corrigir as condições ambientais, os pecuaristas evitam perdas na produção, mantendo a rentabilidade da atividade. Isso se reflete na mesa do consumidor, com a oferta de produtos de origem animal de qualidade e a preços mais estáveis, além de garantir o bem-estar animal, uma preocupação crescente na sociedade e na cadeia produtiva do agronegócio.
A observação atenta do comportamento dos animais emerge, portanto, como uma ferramenta simples, mas poderosa, para uma pecuária mais eficiente e sustentável, reforçando a importância do manejo inteligente e da atenção aos sinais que a própria natureza oferece.
Fonte: https://agron.com.br



