Polícia Federal prende servidores e mira ‘rachadinhas’ na Assembleia de Rondônia

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Ação contra corrupção afasta 11 e bloqueia R$ 9 milhões em bens por esquema de desvio de verbas e fraude em licitações.

Uma operação da Polícia Federal (PF) desvendou um esquema milionário de ‘rachadinhas’ e fraude em licitações que operava na Assembleia Legislativa de Rondônia. Deflagrada nesta quinta-feira (9), a ação resultou na prisão de dois servidores comissionados e no afastamento de outros 11, revelando um amplo arranjo de desvio de recursos públicos que movimentou mais de R$ 9 milhões.

O que aconteceu

A PF cumpriu dois mandados de prisão preventiva e nove de busca e apreensão em diferentes pontos do estado. No município de Ariquemes, o alvo incluiu a prefeitura da cidade. Em Porto Velho, capital de Rondônia, os agentes estiveram na sede da Assembleia Legislativa. A investigação também se estendeu até Manaus, no Amazonas, onde uma empresa era apontada como parte do esquema.

Durante as diligências, foram apreendidos maços de dinheiro em espécie, relógios de luxo, automóveis e diversos equipamentos eletrônicos. A Justiça determinou o bloqueio de bens, ativos financeiros e criptoativos dos investigados, totalizando até R$ 9 milhões. Esse valor, segundo a PF, é incompatível com a capacidade econômica dos envolvidos.

Entenda o caso

A apuração começou em 2024, após relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sinalizarem movimentações suspeitas de uma empresa com sede em Manaus. As análises da PF indicaram a existência de uma associação criminosa estruturada em duas frentes distintas.

Uma das frentes do esquema era dedicada à fraude em licitações e ao direcionamento de contratos públicos na prefeitura de Ariquemes. A outra, foco principal das prisões e afastamentos, operava o desvio de verbas públicas por meio das ‘rachadinhas’, utilizando contas de servidores comissionados da Assembleia Legislativa de Rondônia. As movimentações financeiras identificadas nesse contexto superam a marca dos R$ 9 milhões.

Impacto para a população

Esquemas de ‘rachadinha’ e fraudes em licitações representam um desvio direto de verbas que deveriam ser destinadas a serviços essenciais para a população. Saúde, educação, segurança e infraestrutura são as áreas mais afetadas quando o dinheiro público é desviado para o enriquecimento ilícito de poucos. Em Rondônia, os R$ 9 milhões bloqueados poderiam ter sido investidos em melhorias significativas para a vida dos cidadãos, como a construção de novas escolas, hospitais ou obras de saneamento básico.

A atuação da Polícia Federal busca não apenas responsabilizar os envolvidos, mas também resguardar a integridade dos recursos públicos e fortalecer a transparência na gestão. O combate a esses crimes é fundamental para garantir que o dinheiro dos impostos seja efetivamente aplicado em benefício de todos os moradores do estado.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br