Preços da Soja Recuam no Brasil em Mercado Travado; Dólar e Chicago Impactam Negociações

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O mercado brasileiro de soja vivenciou uma retração nos preços nesta quarta-feira (30), com o setor físico praticamente estagnado e sem registros significativos de transações. A falta de movimentação se deu pela postura cautelosa de compradores e produtores, que permaneceram à margem das negociações, conforme análise de Rafael Silveira, da Safras & Mercado.

A desvalorização das cotações no país acompanhou o ajuste observado na Bolsa de Chicago (CBOT), apesar da intensa volatilidade que marcou a sessão. Enquanto os prêmios mantiveram a estabilidade com poucas flutuações, o dólar registrou uma queda mais acentuada frente ao real. Silveira resumiu o dia como “queda de preços e um mercado sem negócios”.

Nas principais praças de negociação no mercado físico, os valores apresentaram os seguintes movimentos:

  • Passo Fundo (RS): recuo de R$ 155,50 para R$ 154,50
  • Santa Rosa (RS): queda de R$ 156,50 para R$ 155,50
  • Cascavel (PR): redução de R$ 150,50 para R$ 150,00
  • Rondonópolis (MT): diminuição de R$ 148,00 para R$ 147,00
  • Dourados (MS): estabilidade em R$ 147,00
  • Rio Verde (GO): permanência em R$ 146,00

Nos portos, as referências também sofreram ajustes. Em Paranaguá (PR), a saca diminuiu de R$ 161,50 para R$ 161,00, enquanto em Rio Grande (RS), as cotações caíram de R$ 163,50 para R$ 162,50.

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja encerraram o dia com valores mais baixos, após uma sessão de elevada oscilação. Inicialmente, a expectativa de redução nos estoques trimestrais dos Estados Unidos impulsionou o mercado, e a confirmação do corte, superior ao previsto, teve impacto. Contudo, nas últimas horas de negociação, prevaleceu a revisão para baixo da demanda chinesa pela soja norte-americana. Apesar da queda diária, o contrato de novembro de 2026 do grão acumulou alta de 0,38% no mês e impressionantes 13,04% no terceiro trimestre.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou que os estoques trimestrais de soja em grão do país, apurados em 1º de setembro, totalizaram 315,133 milhões de bushels. Este volume ficou abaixo da projeção do mercado, que estimava 323 milhões de bushels. Desse total, 90,4 milhões de bushels estão armazenados nas propriedades rurais, e 224,7 milhões de bushels em outras instalações.

Analisando os contratos futuros da soja na CBOT, a posição com entrega em novembro de 2026 fechou com decréscimo de 4,75 centavos de dólar por bushel, ou 0,36%, negociada a US$ 12,88 1/4 por bushel. Já o contrato para janeiro de 2027 registrou cotação de US$ 13,09 por bushel, representando uma queda de 3,50 centavos de dólar por bushel, ou 0,26%.

Os subprodutos da soja também sentiram o impacto. O farelo com vencimento em dezembro de 2026 apresentou uma perda de US$ 2,10 por tonelada, ou 0,58%, fechando a US$ 356,90 por tonelada. O óleo, para o mesmo vencimento, encerrou a 68,28 centavos de dólar por libra-peso, uma retração de 0,08 centavo, ou 0,11%.

No cenário cambial, o dólar comercial encerrou o dia com uma desvalorização de 0,82%, sendo cotado a R$ 5,1730 para venda e R$ 5,1710 para compra. Ao longo da sessão, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,1632 (mínima) e R$ 5,2187 (máxima). No acumulado do mês, o dólar teve uma ligeira queda de 0,15%, mas fechou o terceiro trimestre com valorização de 0,19%.

Fonte original: https://www.canalrural.com.br/agricultura/projeto-soja-brasil/recuo-da-soja-reflete-ambiente-travado-sojicultores-voltarao-ao-jogo-saiba-as-cotacoes/