Wall Street encerrou o pregão desta sexta-feira (16) com perdas acentuadas, impulsionadas por crescentes preocupações em torno do setor de inteligência artificial e a persistente incerteza sobre a trajetória da política monetária nos Estados Unidos. O índice Nasdaq, predominantemente tecnológico, sofreu a maior queda do dia, recuando 2,15%, enquanto o S&P 500 e o Dow Jones também registraram perdas significativas, refletindo um ambiente de maior aversão ao risco no mercado financeiro.
Ao final do dia, o Dow Jones fechou em baixa de 0,34%, atingindo 52.002,41 pontos. O S&P 500 registrou uma queda de 1,09%, encerrando a 7.659,44 pontos. Já o Nasdaq Composite, com sua forte exposição a empresas de tecnologia, liderou as perdas com um declínio de 2,15%, a 26.140,034 pontos.
O clima de nervosismo foi amplificado pela disparada do VIX (CBOE Volatility Index), o chamado “índice do medo”. Durante a tarde, o indicador subiu quase 5 pontos, alcançando 21,32 pontos, e fechou o pregão a 20,15 pontos, uma alta de 21,93%. Este patamar representa o nível mais elevado para o VIX desde 10 de junho, reforçando a percepção de maior temor entre os investidores.
As inquietações com os investimentos em empresas de tecnologia focadas em inteligência artificial (IA) foram um dos principais catalisadores para o recuo de Wall Street. As ações da CoreWeave, por exemplo, tiveram um forte declínio de 11,91%, fechando a US$ 61,39. Investidores manifestaram receios de que a companhia estaria se endividando excessivamente para financiar a expansão de sua infraestrutura de IA.
A incerteza em torno da política monetária do Federal Reserve (Fed, o Banco Central norte-americano) também pesou sobre o mercado. Dados recentes mostraram que a inflação ao consumidor (CPI) e ao produtor (PPI) superaram as expectativas para setembro, alimentando a discussão sobre os próximos passos do banco central.
Em um painel nas Reuniões Anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Bangcoc, mediado pela diretora-gerente Kristalina Georgieva, o presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, evitou sinalizar a trajetória futura dos juros. Ele afirmou que o Fed reavaliará o cenário econômico em outubro e dezembro antes de tomar decisões, defendendo a prerrogativa do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) para tais deliberações. “Eu não pré-julgo reuniões. E não acredito em dizer agora o que eu poderia fazer nas reuniões no restante de 2026”, declarou Warsh, mantendo a cautela sobre anúncios antecipados.
Perto do fechamento, a ferramenta FedWatch do CME Group indicava uma probabilidade de 82,8% de o Fed manter as taxas de juros inalteradas na próxima decisão do dia 28, na faixa de 3,75% a 4,00% ao ano. No entanto, para a reunião de dezembro, a expectativa majoritária (86,1%) aponta para um aumento de pelo menos 25 pontos-base nas taxas.
Fonte original: https://www.moneytimes.com.br/wall-street-16-10-26-lils/



