Após eleições no final de semana, a centro-esquerda da Suécia desponta com uma vantagem mínima na apuração dos votos, indicando uma disputa extremamente acirrada pela formação do próximo governo do país escandinavo. A contagem, que se estendeu até esta segunda-feira (14), revela um cenário de incerteza e margens estreitas entre os blocos políticos.
Com a maior parte das urnas apuradas – restando pouco mais de 300 dos mais de 6,6 mil distritos eleitorais na manhã de hoje –, projeções da agência Reuters apontam que os partidos que apoiam a social-democrata Magdalena Andersson devem garantir apenas três assentos a mais do que a coalizão de direita, liderada pelo atual primeiro-ministro Ulf Kristersson. As 349 cadeiras do parlamento sueco estão em jogo para definir a liderança da monarquia parlamentarista.
A eleição mobilizou cerca de 8 milhões de eleitores, com um comparecimento às urnas que superou a marca de 80%, segundo a autoridade eleitoral sueca, sublinhando o engajamento cívico em um pleito tão decisivo.
A pauta da imigração foi um dos temas centrais da campanha. Nos últimos quatro anos, a Suécia adotou uma das políticas mais restritivas para estrangeiros, resultando na queda dos pedidos de asilo para o menor nível em quatro décadas. Analistas consultados pela Reuters consideram improvável que haja uma reversão significativa dessa política, independentemente do bloco vencedor.
Apesar da liderança momentânea, o bloco social-democrata ainda não declarou vitória, cauteloso devido a precedentes. Em 2022, pesquisas de boca de urna também projetaram uma vitória apertada da centro-esquerda que não se confirmou. A própria agência Reuters sugere que, mesmo com a confirmação de Magdalena Andersson como primeira-ministra, a tarefa de costurar as alianças necessárias para formar um governo estável pode ser desafiadora.
Entre os partidos, os Democratas Suecos, de extrema-direita e com origens ligadas a grupos neonazistas, foram os que mais perderam cadeiras no parlamento até o momento.
Em um contexto diplomático mais amplo, Brasil e Suécia celebram neste ano dois séculos de relações bilaterais. A Suécia mantém uma presença econômica significativa no Brasil, com mais de 200 empresas que empregam aproximadamente 50 mil pessoas. O comércio bilateral entre os dois países atingiu US$ 3,3 bilhões no ano passado, registrando um crescimento de 6,5%.


