A esperança de uma vida nova para quem aguarda um transplante em Goiás ganhou um reforço importante. Mais de 1,3 mil pessoas no estado já formalizaram digitalmente o desejo de doar órgãos, facilitando um gesto que pode salvar vidas. A adesão crescente à plataforma online reflete a conscientização e a busca por métodos mais acessíveis para formalizar a doação.
A ferramenta que permite essa formalização é a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (AEDO), desenvolvida pelos Cartórios de Notas e regulamentada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Segundo Alex Valadares, presidente do Colégio Notarial do Brasil em Goiás (CNB/GO), os números mostram que a população está cada vez mais atenta à importância da doação e à praticidade das soluções digitais.
Para Valadares, a AEDO aproxima as pessoas de um ato de solidariedade, transformando a intenção em algo oficial, seguro e acessível. Os cartórios têm contribuído para fortalecer a conscientização sobre a doação de órgãos e, consequentemente, podem ajudar a salvar milhares de vidas em todo o país.
A longa fila pela vida em Goiás
Enquanto a tecnologia avança para facilitar a doação, a realidade da fila por transplantes em Goiás é um lembrete da urgência em conseguir doadores. Atualmente, mais de 2,5 mil pacientes aguardam por um novo órgão no estado. Os procedimentos mais procurados são os de córnea, com cerca de 1.700 pessoas na espera, e de rins, com 750 pacientes.
Goiás realiza transplantes de rins, córneas, fígado, pâncreas e medula óssea. Cada autorização digital é um passo a mais para reduzir essa espera e oferecer uma chance de recomeço a quem precisa.
Como autorizar a doação pela internet em poucos passos
O processo para se tornar um doador de órgãos pela internet é simples e pode ser feito de casa, usando a plataforma e-Notariado. Basta acessar o portal oficial da AEDO e solicitar gratuitamente um Certificado Digital Notarizado. Em seguida, o interessado participa de uma videoconferência com um tabelião de notas para confirmar sua identidade e intenção.
Após essa etapa, o documento é assinado eletronicamente, indicando quais órgãos a pessoa deseja doar. A autorização é então integrada à Central Nacional de Doadores de Órgãos, podendo ser consultada por profissionais de saúde autorizados. Uma das vantagens do sistema é que a decisão pode ser revista e revogada a qualquer momento pelo cidadão, garantindo total controle sobre a vontade do doador.
Fonte: https://diariodegoias.com.br



