Irã fecha Estreito de Ormuz e acende alerta no fornecimento global de petróleo

PUBLICIDADE

Ação iraniana eleva a crise no Oriente Médio e contraria acordo de cessar-fogo provisório.

O Irã anunciou neste sábado o fechamento do estratégico Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas globais para o transporte de petróleo e gás. A medida, comunicada pela agência Reuters, eleva drasticamente a tensão na região, especialmente em meio a delicadas negociações internacionais para um acordo de cessar-fogo.

O que aconteceu

A Guarda Revolucionária do Irã alertou os navios para que não se aproximem do estreito, citando supostos “crimes” de Israel no Líbano e uma alegada violação, por parte dos Estados Unidos, de compromissos para estabelecer uma trégua. Essa postura iraniana ocorre em um momento crítico, enquanto EUA e Irã buscam avançar em um acordo provisório assinado na última quarta-feira para encerrar o conflito por quatro meses.

Contrariando a declaração iraniana, o Comando Central dos Estados Unidos informou que 55 navios mercantes realizaram a travessia do Estreito de Ormuz normalmente neste mesmo sábado, sem interrupções.

Entenda o caso

O Estreito de Ormuz é uma passagem marítima vital, conectando o Golfo Pérsico ao Oceano Índico. Por ele transita uma parcela significativa do petróleo e gás natural consumidos globalmente. A abertura total de Ormuz era, inclusive, uma das cláusulas de um protocolo de acordo assinado dias atrás, com previsão para entrar em vigor a partir da sexta-feira anterior ao anúncio de fechamento.

Mesmo com o anúncio de fechamento, equipes de alto escalão de Teerã e de Washington estão a caminho da Suíça. As conversas, mediadas pelo Paquistão, estão agendadas para começar neste domingo, com o objetivo de buscar uma saída diplomática para a crise. O vice-presidente norte-americano, JD Vance, confirmou sua participação no encontro.

Impacto para a população

A instabilidade na região do Estreito de Ormuz pode ter repercussões significativas no preço do petróleo e do gás natural em todo o mundo. Qualquer interrupção ou ameaça ao fluxo de embarcações por essa rota tende a gerar aumentos nos custos de energia, impactando diretamente os consumidores e a economia global. Para o Brasil, que importa e exporta commodities e é sensível a variações do mercado internacional, a situação pode gerar incertezas nos preços dos combustíveis e, consequentemente, influenciar a inflação.

Acompanha-se agora com expectativa o desdobramento das negociações na Suíça, que podem ditar os próximos capítulos dessa escalada de tensão no Oriente Médio.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br