Pensão alimentícia: Senado aprova cobrança automática direto na conta em caso de atraso

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Medida visa garantir o pagamento a filhos e ex-cônjuges e agiliza o processo judicial, beneficiando milhares de famílias em todo o Brasil.

O Senado Federal deu um passo importante nesta terça-feira (7) ao aprovar um projeto de lei que promete transformar a vida de milhares de famílias em todo o Brasil. A partir de agora, a pensão alimentícia poderá ser transferida automaticamente para a conta do beneficiário, eliminando a burocracia de novas ações judiciais a cada atraso no pagamento.

O que aconteceu

A proposta, aprovada pelos senadores, permite que o pedido de transferência automática mensal seja feito em qualquer fase do cumprimento de uma sentença judicial. Na prática, isso significa que, uma vez definida pela Justiça a data de pagamento, os bancos serão responsáveis por realizar as transferências de forma autônoma.

Em casos de falta de saldo na conta do devedor, o sistema prevê o congelamento de recursos até que o valor da prestação em atraso seja atingido. Essa medida também alcança os ativos financeiros de empresários individuais, mesmo que esses bens estejam atrelados à atividade empresarial.

Além da pensão alimentícia, os senadores também deram aval a outra proposta significativa no mesmo dia, que visa combater crimes sexuais contra crianças e adolescentes. Ambas as matérias seguem agora para a sanção presidencial.

Entenda o caso

Atualmente, a falta de pagamento da pensão alimentícia frequentemente exige que o beneficiário ingresse com novas ações judiciais a cada atraso, gerando custos, estresse e uma demora considerável para que o valor devido seja de fato recebido. A nova lei busca simplificar e acelerar esse processo, garantindo que o direito ao sustento seja cumprido com mais eficácia.

No que diz respeito à proteção de menores, a legislação aprovada aumenta as penas para diversos crimes sexuais contra crianças e adolescentes. Uma novidade é a inclusão do uso de inteligência artificial como fator agravante para esses delitos. Quem adquire ou armazena material fruto de violência sexual, por exemplo, poderá enfrentar penas de três a seis anos de prisão, além de multa.

Outro ponto importante é a criação da “ronda virtual”. Essa ferramenta permitirá que as polícias realizem a coleta de arquivos relacionados a crimes sexuais contra menores em ambientes digitais sem a necessidade de uma ordem judicial prévia, agilizando a investigação e a repressão a esses crimes.

Impacto para a população

Em Goiás e em todo o país, a nova regra da pensão alimentícia representa um alívio financeiro e emocional para quem depende desses valores. Mães, pais e responsáveis poderão contar com maior agilidade e certeza no recebimento, reduzindo a necessidade de recorrer constantemente à Justiça para garantir o sustento dos filhos. Essa mudança desafoga o sistema judicial e promove maior segurança para as famílias.

Paralelamente, o endurecimento das leis contra crimes sexuais infantis, com a inclusão de tecnologias como a inteligência artificial, é um reforço crucial na proteção de crianças e adolescentes. A “ronda virtual” oferece às polícias de Goiás e de outros estados uma ferramenta para agir de forma mais proativa na internet, um ambiente onde esses crimes infelizmente se proliferam e exigem uma resposta rápida das autoridades.

Ambas as propostas, que agora aguardam a sanção presidencial, marcam um avanço na legislação brasileira, buscando oferecer mais segurança e justiça para os cidadãos, desde o direito ao sustento digno até a proteção dos mais vulneráveis.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br