Alerta Máximo em São Paulo: 13 Casos de Sarampo Acendem Sinal Vermelho para Vacinação

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Com o registro de 13 casos de sarampo no estado, São Paulo emite um alerta urgente e convoca a população a reforçar a imunização contra a doença, que ameaça retomar sua circulação em solo brasileiro.

O estado de São Paulo acendeu um sinal vermelho na saúde pública após confirmar 13 casos de sarampo recentemente. A doença, considerada eliminada no Brasil em dois momentos (2016 e 2024), volta a preocupar, atingindo tanto bebês com menos de um ano quanto adultos na faixa dos 20 aos 50 anos. Diante da situação, as autoridades de saúde reforçam a necessidade de manter a vacinação em dia para conter o avanço do vírus.

O que aconteceu

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) informou que os 13 diagnósticos foram feitos em diferentes faixas etárias, o que aumenta a preocupação com a disseminação. Em resposta, desde junho, a SES-SP ampliou a recomendação da ‘dose zero’ da vacina tríplice viral – que protege contra sarampo, rubéola e caxumba – para bebês entre 6 meses e 11 meses e 29 dias. Essa medida é prioritária para moradores dos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.

Além da dose extra para os mais novos, a secretaria faz um apelo para que crianças, adolescentes e adultos que não completaram o esquema vacinal procurem a unidade de saúde mais próxima para verificar e atualizar a caderneta de vacinação.

Entenda o caso

A ‘dose zero’ é uma estratégia de proteção antecipada. Em condições normais, a primeira dose da vacina tríplice viral é aplicada aos 12 meses. Contudo, o cenário epidemiológico atual pede uma camada extra de segurança para os recém-nascidos, que são particularmente vulneráveis. É importante frisar que essa dose não substitui as demais previstas no Calendário Nacional de Vacinação. O esquema regular inclui a primeira dose aos 12 meses e a segunda, idealmente com a vacina tetraviral (que adiciona proteção contra catapora), aos 15 meses.

O sarampo é uma doença altamente contagiosa. Suas partículas virais podem permanecer em suspensão no ar por um tempo, o que facilita a infecção de outras pessoas em um ambiente onde alguém contaminado esteve. O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, alertou que o Brasil já havia alcançado a eliminação do sarampo em 2016 e novamente em 2024. No entanto, surtos em países das Américas, como EUA, Canadá, México e Guatemala, representam um risco real de reintrodução no país.

“O sarampo não poupa pessoas que não tenham sido vacinadas e, em cenários de baixa cobertura vacinal, é a primeira doença que se manifesta”, pontuou Kfouri. Ele ressaltou que a lição é clara: fortalecer os dois pilares fundamentais, que são a vacinação e a vigilância atenta, mantendo coberturas vacinais acima de 95% com as duas doses recomendadas.

Impacto para a população

A vacinação é a arma mais eficaz contra o sarampo. A diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP), Tatiana Lang, enfatiza que é fundamental que pais e responsáveis verifiquem a caderneta de vacinação das crianças. Adolescentes e adultos também devem procurar as unidades de saúde, já que a doença não escolhe idade.

A volta do sarampo em um grande centro como São Paulo serve de alerta para todo o país. A rápida circulação de pessoas entre os estados pode levar o vírus a outras regiões, incluindo Goiás e o Centro-Oeste. Por isso, a manutenção de altas coberturas vacinais em todos os municípios, incluindo as cidades goianas, é vital para evitar que o Brasil perca novamente o status de país livre do sarampo. A negligência na vacinação de qualquer parte da população coloca em risco a saúde coletiva, especialmente a de crianças e imunossuprimidos.

Para quem tiver dúvidas sobre a vacinação, o portal ‘Vacina 100 Dúvidas’ (vacina100duvidas.sp.gov.br) da SES-SP oferece um vasto material com respostas sobre a eficácia dos imunizantes, eventos adversos e os riscos de não se vacinar. Manter a caderneta em dia é um ato de cuidado individual e coletivo, protegendo a si e a toda a comunidade contra essa doença altamente contagiosa e que pode ter complicações graves.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br